Wednesday, October 24, 2012

"O" DAY

E, chegou o dia da operação, demasiado depressa depois de uns dias loucos em que não parei devido à Lusofonia.
Depois do feriado, dia dedicado a mimos extra à minha princesa, levantámo-nos cedo. Uma madrugada que esteve bastante ventosa, mas que depois acalmou e se transformou num dia bonito.

Mas a saída para o hospital atrasou um pouco pois a empregada que devia ficar com o boneco atrasou-se e ainda estava à espera de autocarro quando o papá telefonou para saber por onde andava.

Acabei por acordar o boneco para o informar que ia ficar um pouco sozinho em casa pois não nos podíamos atrasar mais para a operação da amorinha. E a empregada foi avisada que o boneco esava sozinho em casa e teria de telefonar ao papá assim que chegasse para nós ficarmos descansados. Ficou sozinho uns 10 minutos.

O papá deixou-nos no hospital por volta das 8:30 e quando entramos uma recepcionista perguntou se era a amorinha e quando disse que sim encaminhou-nos para a outra sala de espera onde ficámos apenas uns minutos antes da enfermeira nos vir chamar e levar para o quarto.

No quarto perguntaram se ela tinha comido alguma coisa, a que horas tinha comido pela última vez na noite anterior e se tinha pijama e eu por acaso tinha pensado levar e depois esqueci-me.

Deixaram-nos no quarto uns minutos, depois de vestirem uma bata azul à amorinha. Às 8h53 vieram chamá-la e eu preparava-me para ficar no quarto mas disseram que podia ir até à entrada da sala. Levaram-ne de cadeira de rodas e despedi-me dela com um beijo e um grande abraço e dei-lhe colinho à entrada da sala de operações. Uma médica portuguesa perguntou à amorinha se queria que ela lhe desse colinho e ela quis.



E depois eu fui para o quarto esperar e estive a tentar ler.

Às 9h50 estava a pensar que já tinha passado uma hora e que a operaçãao devia demorar meia hora, mais preparar, etc, que devia estar quase a acabar, quando me vieram chamar a dizer que precisavam de mim.

Quando cheguei à sala de recobro ela estava a gritar a plenos pulmões, o que fazia com que sangrasse da boca e estava a espernear e  esbracejar imenso, de tal modo que arrancou bruscamente o soro da mão. E estavam 2 pessoas a tentar segurá-la para evitar que se magoasse.


Falei com ela, chamei-a pelo nome, mas só quando lhe chamei "Mana" é que ela começou a acalmar. Fiz-lhe festinhas, dei-lhe beijnhos e falei com ela a tentar acalmá-la, a dizer que já tinha passado, que eu estava ali com ela e que ia ficar com ela até irmos para casa.

Ela acalmou e fiquei com ela no recobro uma meia hora antes de ir para o quarto, quando depois disse ao papá que já tinha acabado e que estávamos no quarto (eram cerca de 10h30).

Era suposto ela dormir um pouco e quando acordasse podia comer gelado ou canja mas ela só queria ir para casa. Pouco depois de estar no quarto disse que tinha fome e pedi o gelado que ela foi comendo muito devagarinho.

Continuou a perguntar quando íamos embora e, a médica disse que à hora de almoço provavelmente já podia ir para casa, mas que ia perguntar ao médico dela e ele também disse que podia ir à hora de almoço.
Avisei logo o papá que estava admirado por ouvir a amorinha a falar e quis falar com ela. Depois ainda comeu uma canja quase fria, só o liquido e entreteve-se a jogar até o pai chegar, sempre a perguntar se faltava muito.

Fomos para casa às 13hh15, quando o papá chegou com a recomendação de comer coisas mais líquidas e mornas ou frias, com Benuron para tomar 3 dias, a partir da parte da tarde pois já lhe tinham dado de manhã e com amoxicilina para tomar também 3 dias mas a partir do dia seguinte. E a mamã com atestado de 3 dias para ficar em casa a dar mimo à filha.

Passou a tarde a comer gelado, gelatina e canja de arroz muito liquida, mas à noite pediu-me arroz branco e ovo mexido e pensei que ela não conseguia comer, mas surpreendeu-me pois comeu muito, muito devagar mas comeu tudo! Minha amorinha linda!

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