Cresci numa fazenda, cheia de liberdade, uma liberdade que as crianças de hoje não conhecem. Corria pelos campos, trepava às arvores e desaparecia durante horas pelos pinhais das redondezas à procura de pinhões, de amoras ou simplesmente à aventura. Ninguém se preocupava por estar tanto tempo “à solta”. Eram outros tempos.
Recordo-me de um dia estar a brincar na carreta que havia na fazenda e pela estrada aparecer uma cigana, coisa normal, andavam pelos campos a pedir às pessoas para ler a sina para ganharem uns trocos.
Recordo-me que pediu à minha avó para lhe ler a sina, mas a minha avó não tinha dinheiro e nem queria que lhe lessem a sina e disse-lhe que não queria e ela respondeu à minha avó que “a sua menina um dia vai partir para muito, muito longe de si e vai morrer cedo”. Quando a minha avó ficou doente recordei várias vezes as palavras da cigana e a parte de ir para muito, muito longe realmente cumpriu-se, ou talvez tenha sido coincidência, não sei, mas espero que a segunda parte não se concretize tão cedo :)
Recordo-me de um dia estar a brincar na carreta que havia na fazenda e pela estrada aparecer uma cigana, coisa normal, andavam pelos campos a pedir às pessoas para ler a sina para ganharem uns trocos.
Recordo-me que pediu à minha avó para lhe ler a sina, mas a minha avó não tinha dinheiro e nem queria que lhe lessem a sina e disse-lhe que não queria e ela respondeu à minha avó que “a sua menina um dia vai partir para muito, muito longe de si e vai morrer cedo”. Quando a minha avó ficou doente recordei várias vezes as palavras da cigana e a parte de ir para muito, muito longe realmente cumpriu-se, ou talvez tenha sido coincidência, não sei, mas espero que a segunda parte não se concretize tão cedo :)





