Monday, December 31, 2007

FELIZ ANO NOVO

Hoje é o ultimo dia do ano, dia em que muita gente faz balanços sobre o ano que passou e faz promessas para o novo ano que se aproxima a passos largos.
A possibilidade de realização dos sonhos torna-se mais real com o novo ano que se aproxima, dizem...

Acho que nunca fiz balanços nem promessas para o ano novo.

Quando era mais nova gostava de ir fazer a passagem de ano pela festa, embora não percebesse porque estava toda a gente tão feliz. Continuo a não perceber, cada vez me parece que o ano novo não é mais que a mudança de um ano para outro.

Devia gostar de celebrar passagens de ano, até porque em Macau temos direito a duas: hoje dia 31 de Dezembro e o ano novo chinês, cuja data é variável. E ainda há os que celebram a passagem de ano de 31 de Dezembro pela hora local e pela hora de Portugal (apesar das 8 horas de diferença).

Em jeito de balanço posso dizer que este ano foi um ano complicado, em que as férias não foram férias, em que o filho esteve muitas vezes doente, em que descobri a hérnia da filha e em que a minha avó nos deixou.

Tudo o que desejo do novo ano, para mim e para os meus (familiares e amigos, incluindo os virtuais) é o que desejo todos os dias do ano: muita saúde acima de tudo, trabalho, amor, poucas discussões entre famílias e amigos e paz no mundo inteiro.

Assim, desejo a todos: Feliz Ano Novo!

Árvore de Natal no Largo do Senado, Macau

Wednesday, December 26, 2007

TSUNAMI-3 ANOS


Tenho estado um pouco calada.
Este mês é o mês de Natal e tenho-me lembrado muito do Natal do ano passado, celebrado em Portugal pela primeira vez desde que tinha deixado Portugal e com a minha avó. Foi um Natal feliz, apesar dos incidentes familiares que se dispensavam, mas foi bom e sei que ela estava feliz por passar o Natal comigo e com os meus filhotes, principalmente com a amorinha, a sua única bisnetA.
Este Natal trouxe-me a nostalgia do ano passado e nem me apeteceu deixar aqui no blog os votos de um feliz Natal a quem (ainda) me visita apesar de eu andar um pouco distante do meu e dos vossos blogs e por isso desculpem-me.

Este é também o mês em que o boneco partiu a cabeça, tal como referi no post anterior, numas férias na Tailândia que começaram mal e acabaram pior.
Hoje passam 3 anos sobre o Tsunami e eu sei que nunca o esquecerei, nem à sorte que tivemos.
Há muitas coisas que poderia dizer, muitas coisas que poderia escrever, mas ainda hoje fico como que hipnotizada quando me recordo e há imagens e sons que penso que nunca sairão da minha memória.
E tivemos tanta sorte... uma nova oportunidade de viver.
Deixo aqui assinalado este terceiro aniversário da passagem do tsunami e o desejo de que a dor se vá atenuando com o tempo para os que perderam tudo e por pouco não perderam também a vida.

Wednesday, December 19, 2007

Há 3 anos...

No dia 19 de Dezembro de 2004 fomos de férias para a Tailândia, como quase todos os anos no Natal, excepção para o ano passado (Portugal) e este ano (Macau).
Chegámos à tarde e estávamos tão cansados que comemos e fomos dormir um pouco.
Pelo menos foi o que planeámos, mas estávamos tão cansados que ninguém se levantou, nem o meu boneco!
Dormimos até ao dia seguinte e levantámo-nos cedo, muito cedo, talvez por volta das seis da manhã. Tomámos pequeno-almoço e fomos à praia.

O boneco sempre teve medo da praia, tanto que o seu primeiro banho de mar foi nestas férias em Outubro, na Tailândia.
Alugámos as cadeiras, mas com o boneco sempre a chorar a dizer que tinha medo do barulho das ondas.
Depressa desistimos da praia e voltámos para o hotel, para a piscina.

O papá e o filho foram para a água brincar enquanto eu fui por as toalhas nas cadeiras.
Ouvi o boneco chorar e pensei que se tinha magoado um pouco, mas quando olhei vi o papá com ele ao colo a chamar-me, larguei tudo e corri para eles.
Quando vi o boneco ia-me dando uma coisa má.
Tinha sangue a escorrer-lhe pela cara abaixo.
Fiquei gelada debaixo de um sol de 36 graus!

Caiu do escorrega (para crianças) que está na beira da piscina para escorregar para a piscina.
Subiu o escorrega normalmente e sem dificuldade, mas sentou-se muito atrás, portanto fora do escorrega e caiu para trás. O papá estava na água à espera dele descer e não pode fazer nada.

Ele chorava e pedia para a mamã dar beijinho para passar o dói dói (técnica que lhe ensinei e funciona na maioria das vezes mas daquela vez...)
Dei-lhe montes de beijinhos com tanta vontade de chorar (ou mais) que ele.
Ele parou de chorar e ali ficou ao colo do papá enquanto tentávamos apanhar táxi para ir ao hospital.

Fomos ao hospital de Patong e mal chegámos mandaram-nos logo entrar e deitá-lo numa cama.
Ficámos sempre com ele.
Primeiro veio uma enfermeira vê-lo e depois o médico observou-o.
O médico, tal como eu, estava preocupado porque ele tinha caído de costas e podia ter-se magoado em qualquer outro sítio não visível, embora o boneco dissesse que só tinha dói dói na cabeça.

A enfermeira amarrou o boneco com os braços esticados ao longo do corpo, de modo a não se mexer com umas faixas tipo colete de forças a uma coisa parecida com uma tábua, e deu-lhe anestesia directamente na ferida. O boneco choramingou um pouco mas eu estive sempre a falar com ele para o acalmar. É que além de estar todo amarrado, também tinha um pano a tapar-lhe a cara, pelo que não via nada do que se estava a passar.

Ele estava cheio de medo, mas portou-se tão lindo que me orgulho dele. Claro que na altura nem reparei se ele se estava a portar bem ou mal, só queria que tratassem dele.

A enfermeira limpou a ferida e, o que ainda hoje me impressiona foi ela separar as duas partes da ferida para enfiar um algodão lá dentro e limpar. Depois levou 4 pontos e ficou com um penso enorme que mal abria o olho.

Saímos do hospital com 4 pontos, um penso enorme, a testa toda negra e a recomendação de não molhar a ferida. Voltámos lá dois dias depois para mudar o penso e fomos tirar os pontos no dia de Natal.

Hoje, lembra-se que fez dói dói grande no escorrega vermelho e foi de tuk tuk para o hospital. Ficou uma pequena cicatriz junto à sobrancelha esquerda que mal se nota.

Para mais tarde recordar que a ele realmente tudo lhe acontecia.

Monday, December 10, 2007

DUVIDAS E INCERTEZAS DE MÃE...

Às vezes penso como as (des)precupações de mãe mudam bastante do primeiro para o segundo filho.

Não quero com isto dizer que não me tenha preocupado com a amorinha,mas vejamos bem as coisas.

O boneco desde que nasceu que está quase sempre doente, quase todos os meses tem qualquer coisa, nem que seja uma simples gripe.
Quando nasceu, durante um mês tive de ir todos os dias ao Centro de Saúde para ver o nível de icterícia que se manteve um mês no limite máximo. Se alterasse para um valor superior teria de ser internado. Teve cólicas durante um ano e não os 3 meses que se diz ser “normal” e chorava imenso, de noite e de dia...
Aos 5 meses apanhou uma conjuntivite na Tailândia e ficou com febre, aos 7 teve varicela (e eu também... pormenores...), aos 9 teve uma alergia na área genital que o dermatologista nunca identificou e que me fez deixá-lo andar sem fralda, despido da cintura para baixo e com um frio de rachar (e em Macau que quase nunca faz frio, foi preciso ter azar!). Depois uma ameaça de hérnia enguinal que levou o médico lá a casa, e ainda bem que foi só suspeita. E no meio umas quantas gastroentrites, uma delas fará 2 anos na Páscoa em que ele estava tão fraco que já não se conseguia levantar da cama e só não foi internado porque o pediatra e eu não confiamos muito no sistema de saúde e porque o pediatra me indicou o que devia fazer e me deu o fim de semana para ele melhorar, caso contrário era internamento. Não foi preciso, ainda bem...
A mais recentes das gastrites, há cerca de um mês na Tailândia que originou a suspeita de cólera e que acabou com ele a vomitar sangue...
Já nem falo de que quando alguém lá em casa fica constipado ele apanha sempre!...
Digamos que, infelizmente, já me habituei a que ele esteja quase sempre doente...mas não quer dizer que não me preocupe...

Tanta conversa sobre doenças surge porque a amorinha é muito raro estar doente. Sempre foi assim desde bebé. Lembro-me de ter tomado medicamentos uma vez e de ter tido febre meia dúzia de vezes... nada que me chegasse a preocupar muito.

Desde que começou a falar que ela se queixa de dores no umbigo e me pede massagem mesmo no umbigo. Inicialmente dizia que tinha dói dói,mas o medo pelo médico tem vindo a crescer, tal como ela e há muito tempo que diz que não tem.
Também tive a sensação há muito tempo atrás, talvez um ano ou mais que ela tinha um altinho ao lado do umbigo, mas fui desvalorizando e comecei a achar que talvez fosse impressão minha.
Na terça-feira quando a despi para o banho, fiquei preocupada, tinha uma pequena bola do lado direito do umbigo, parecia um pequeno ovo de galinha. Nesse dia telefonei ao pediatra mas não o consegui apanhar e como ela não se queixava não insisti. No dia seguinte estava mais pequeno...
Na quinta-feira ficou com febre e vomitou. Telefonaram da creche para a ir buscar e levei-a ao pediatra que mandou vigiar e que inicialmente parecia não acreditar no “altinho” pois com ela deitada não se vê, mas quando a sentei e depois pus de pé ele perguntou-me porque nunca tinha mencionado que ela tinha este alto... mas a verdade é que sempre desvalorizei... era mesmo muito ligeiro...

Trata-se de uma pequena hérnia que às vezes está mais saliente que outras e que poderá ser necessário fazer “uma pequena correcção”, palavras do pediatra que vai pedir a opinião de um outro pediatra do hospital público pois se necessitar de intervenção cirúrgica será ali realizada... Vamos aguardar e observar e ter atenção às queixas de dores de barriga da amorinha.
Vamos também ver a febre e os vómitos que podem ser uma pequena constipação ou podem ter a ver com a hérnia.

E, para quem nunca teve nada...

Entretanto, a febre (e os vómitos) só se manteve na quinta à tarde e à noite e na sexta-feira ficou em casa mas sem nada e bem disposta. O “alto” voltou a ficar maior no sábado tendo voltado “ao normal” no domingo.

Tuesday, November 27, 2007

ESCOL(H)AS

Há dúvidas de mãe que assaltam todas as mães.
Há sempre dúvidas sobre se estamos a fazer o melhor e se lhes estamos a dar o melhor exemplo, a melhor educação.
Em Macau essas dúvidas estão muito mais presentes.
Penso que assim é para todas as mães que tentam educar os seus filhos fora do seu país.
A escolha da escola torna-se uma verdadeira “dor de cabeça”. Qual é a melhor? Qual a que ele deveria frequentar? Que línguas aprender...
E a escolha da escola pode influenciar todo o futuro daquela criança que tem 3, 4, 5 anos...
Encontro-me numa encruzilhada sem saber qual o melhor caminho a seguir.
O meu filhote está numa escola internacional, aprende inglês e mandarim. O português fala comigo em casa. Já está a aprender a ler e já lê muita coisa em inglês e vai soletrando as palavras para as escrever (não lê nem escreve mesmo como deve ser porque é preguiçoso, mas com 5 anos também não insisto, ainda é cedo, tempo de brincar...)
No próximo ano começa a primária e a minha “dor de cabeça” sobre o que fazer já começou, pois a minha escolha vai, muito provavelmente, decidir o futuro dele, futuro que como qualquer mãe quero que seja o melhor.

A escola onde ele está é particular e a mais cara de Macau, com as propinas a subirem todos os anos e de acordo com o ano lectivo em que a criança está. Seria suportável para um filho, mas há a mana e dois naquela escola (e eu quero que andem na mesma escola e tenham a mesma educação) não é muito viável. Além de que já me falaram que o currículo da referida escola não é muito bom, o que também me deixou a pensar...
E não aprende português, teria de arranjar aulas particulares para que aprendesse (mais uma despesa extra...)

Eu queria, porque é o meu país e porque temos família lá e casa em quase todos os pontos do país onde ele poderia ficar, que ele fosse para a Universidade em Portugal. Para tal, penso que o ensino em português seria o que ele deveria seguir. Ao mesmo tempo há quem me fale que a escola portuguesa não é como as escolas inglesas e que está mais desorganizada, os miúdos são um pouco rudes uns com os outros, os miúdos mais sossegados (o meu talvez se insira nesta “categoria”) têm problemas de adaptação e não há quem os vigie nos intervalos e verifique se vão às aulas (e a filha de 6 anos duma amiga faltou a uma aula...). Depois há a questão do ensino em si. Sei que os professores são bons e há um professor para cada disciplina, mas eu queria que o meu filho (e a minha filha) aprendessem chinês – mandarim, que o cantonense falam em casa e escreve-se da mesma maneira - mas o nível de mandarim do meu filho é muito superior aquilo que a escola portuguesa ensina. Aliás, o mandarim da escola portuguesa, pelos poucos conhecimentos que tenho, parece-me demasiado fraco para quem quer ficar em Macau.
A vantagem desta escola é que, embora sendo particular, está na rede e é subsidiada pelo governo sendo as propinas muito acessíveis. Nesta escola aprenderia português e inglês e teria de lhe arranjar aulas particulares de mandarim para um nível mais avançado.

Há ainda a possibilidade de uma outra escola inglesa onde a primária é subsidiada e ele faria a primária em inglês e depois decidia se continuava lá, já a pagar propinas, mas mais baratas que na escola onde ele está ou se mudaria para a escola portuguesa... Isto se ele entrasse nesta outra escola em inglês e eu nem sei se quero que entre...

Dúvidas, muitas dúvidas... para quem quer que o filho tenha o melhor de “todos os mundos” e aprenda inglês, mandarim e português. E, se o mandarim da escola portuguesa fosse bom eu teria o meu problema quase, quase resolvido.

Monday, November 26, 2007

ORGULHO


O meu boneco adora o hóquei em patins.
Diz o treinador que tem jeito e esta mamã fica babada e vai tentando perceber um pouco deste desporto que me faz confusão por parecer violento, mas ao mesmo tempo obriga os miúdos a terem cuidado com os outros.
Todos os sábados há treino e ele espera ansiosamente que chegue o dia dos treinos.
Adora mostrar aos que chegam de novo, muitas vezes (ou deveria dizer, sempre) mais velhos que ele, que ele já sabe patinar, até para trás, o que não é tão simples como parece quando vejo os jogos de hóquei (pedaços de jogos) na televisão.
Ele é o mais novo, não sendo, contudo o mais pequeno e fica todo orgulhoso porque sabe patinar e os outros não.
No sábado passado, com três novos patinadores, dois deles que devem ter uns oito anos deixou-o muito orgulhoso de si mesmo e veio confidenciar-me que os outros meninos eram grandes, mas não sabiam patinar. E eu expliquei que eu também não sei pois nunca aprendi e ele antes também não sabia e que não devemos fazer troça de quem não sabe mas sim ensiná-los. E ele dá-lhes dicas quando passa por eles.
Para culminar em grande a noite, o treinador mudou-o para junto dos meninos mais avançados. E era vê-lo, pequenino e desajeitado a tentar fazer o treino com bola e a acompanhar os outros, bem mais rápidos pois além de terem mais tempo de treino são também mais velhos, com uma média de idades de 8 anos, talvez.
E esta mamã começa a achar que afinal o filho até tem mesmo jeito para este desporto com o qual esta mamã nunca tinha sonhado (é mais futebol...).
E veio feliz do treino, tão feliz e excitado que nem adormecia...

Thursday, November 22, 2007

Para desanuviar...

Continuo por aqui e por aí, embora tenha andado mais pelo outro blog pois as experiências na cozinha são óptimas para desanuviar.

Hoje para desanuviar decidi fazer este teste que vi no blog da Akemi.


Desafios de perguntas e respostas

01- Que horas são?
14:20
02- Nome?
Sandra03 - Quantidade de velas no teu último aniversario?
Duas
04 - Tatuagens?
Não
06 - Piercings?
Brincos nas orelhas conta? E o meu irmão até tem o curso de piercings...
07 - Já foi à África?
Não, mas gostava de ir à África do Sul e a Cabo Verde visitar amigos.
08 - Já ficou bêbado?
Not really, só um pouco alegre, não sou capaz.
09- Já chorou por alguém?
Sim, mas não muito, não é do meu feitio.
10 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Já, num acidente aparatoso perto da Praça de Espanha em Lisboa, a caminho da Ponte 25 de Abril, cerca das 3 da manhã. Um toque de outro carro que se despistou e bateu no carro que o meu colega de universidade conduzia e fez com que subisse o passeio e acabasse inclinado em cima de um arbusto. Um grande susto, felizmente sem consequências!
11- Peixe ,carne ou frango?
Todos, depende dos dias.
12 - Música preferida?
A que define o meu sentimento pelos meus filhotes: “From this moment on” da Shania Twain e a que me define um pouco a mim: “The greatest love of all”
13- Cerveja ou Champanhe?
Champanhe: Mouet & Chandon.
14 - Metade cheio ou Metade vazio?
Metade cheio.
15 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
Tanto faz, mas prefiro lisos.
16 - Filme preferido?
Todos os que se baseiam em histórias verídicas.
17 - Flor(es)?
Todas
18 - Coca-Cola simples ou com gelo?
Não gosto.
19 - De que pessoa recebeu esse e-mail?
Vi no blog da Akemi e resolvi “roubar”.20 - Quem dos teus amigos vive mais longe?
Quase todos estão em Portugal.
21 - O melhor amigo?
Meu marido.
22 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido?
Nao vou enviar email, vou publicar nos meus blogs, o de culinária e o dos filhotes.
23- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?.
Na maioria das vezes poucas, depois há as vezes em que não o ouço...
24 - Qual a figura do seu mouse-pad?
Não tenho mouse pad.
25 - CD preferido?
Neste momento o último da Norah Jones
6 - Mulher bonita?
Mulher independente que luta por aquilo que quer, tem vontade própria e é inteligente. E a Angelina Jolie.
27- Homem bonito?
O meu marido?! E o George Clooney!28 - Pior sentimento do mundo?
Inveja e ganância29 - Melhor sentimento do mundo?
Altruismo e amizade.
30 - O que uma pessoa não pode ter para ficar com você?
Ser mentirosa e intriguista.
31 - Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Ao fim de semana: tão cedo?! (é o filho que me acorda)
Aos dias de semana: já? Vamos chegar atrasados...
32 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Acho que eu mesma, mas com mais dinheiro para poder ajudar a família e amigos
33 - O que você nunca tira?
Acho que não há nada que nunca tire...
34 - O que é que você tem debaixo da cama?
Roupa de cama, toalhas de banho e de mesa (nas gavetas da própria cama)
35 - Qual a pessoa que talvez não te responda?
Bem, é difícil de prever.
36 - Aquele que com certeza vai te responder?
Não sei.
37 - Quem gostaria que te respondesse?
As minhas comentadoras a este post (claro que ninguém vai comentar...)
38 - Uma frase:
If you love somebody, let him go.
If he comes back to you is because he really loves you, if not it was never meant to be.
39 - Que dia é hoje?
22 de Novembro de 2007, o dia seguinte ao aniversário da minha (boa)drasta
40 - Qual livro vc está lendo?
Marion Zimmer Bradley: Senhora das Tormentas
41 - Uma saudade:
A minha avó!...
42 - Uma característica tua:
Teimosia ou persistência (depende do ponto de vista)

Wednesday, November 14, 2007

EU

Tenho andado afastada deste mundo.
Gosto dele, já faz parte de mim, mas não ando com muita vontade de andar por aqui e deixar comentários.
Tenho lido alguns blogs e comentado mas a maioria dos que tenho lido não tenho comentado, alguns há que nuca comentei.

E (ainda) ando às voltas com o template e os links.
Já agora as meninas que comentarem e não virem ali ao lado o link avisem para o acrescentar pois já estou um bocadinho perdida sobre os que acrescentei e os que faltam...

Estou cansada das não férias e tenho mais trabalho do que antes, contudo nada de mais.
A amorinha continua a acordar de noite para beber o seu “titinho” (leitinho) e ultimamente o mano também. Às vezes é o papá que prepara o leite, mas às vezes está a dormir tão bem que não o acordo. E depois sinto-me cansada, com sono e falta de energia...

E sinto que me falta tempo, mais tempo para estar com eles e que o final do dia é pouco.
E, dei comigo no início desta semana a ralhar com o meu boneco porque não se vestiu sozinho e estávamos atrasados e só quando ele começou a chorar é que vi que lhe tenho dado tão pouca atenção e que apesar dele estar tão grande (mede 1,18 m) ainda é o meu bebé grande.

E sinto que não consigo dar conta de tudo, que tenho tantas coisas que gostava de ter feito de outra maneira e que muitas vezes me vêm à memória certas imagens, certas frases que me fazem pensar e me deixam nostálgica.

E penso em tantas coisas que queria escrever aqui, mas neste momento não sai nada de jeito e por isso anda assim meio abandonado.
Mas eu ando por aí... feito barco à deriva...

Jean Sebastien Monzani


Tuesday, November 06, 2007

A SAGA DE UMAS (NÃO) FÉRIAS

26.10
Foi a festa de Halloween na escola do boneco. Mesmo ao sair um colega dele vomitou e ele acabou com o fato de Spiderman ligeiramente salpicado.
À noite a grande surpresa: Vamos para a Tailândia!
Avião low cost da Air Asia, Macau-Bangkok, sem atrasos e sem qualquer problema.
Chegada a Bangkok com uma roda da mala Samsonite grande partida. Compensação THB400, cerca de 100 patacas ou 10 euros.
Táxista idiota a pedir 5 vezes o que acabámos por pagar e a “fazer-se de parvo” que não sabia onde era o hotel, a 10 minutos do aeroporto: Grand Inn Come. Nada de especial mas muito perto e óptimo para ficar só “em trânsito”.

27.10
Novo voo: Bangkok-Phuket
Muita pressão ao aterrar em Phuket, muitas nuvens e muita chuva. Estrada principal que liga o aeroporto de Phuket a Patong com desvio e a estrada da montanha que mais parecia um rio e que me assustou um pouco, pois com tanta água que corria duvidei da capacidade de aderência dos pneus...
O quarto do Thara Patong que só tem uma cama, mas é no rés do chão, mesmo em frente da piscina (1105). O babycot é grande.
E a chuva que continua a cair torrencialmente...

28.10
Apesar da chuva dá para ir à piscina nos “intervalos” e os putos divertem-se.

29.10
Mais um dia de “piscina nos intervalos da chuva” e até de piscina mesmo a chover.
À noite as coisas começam a complicar-se. O boneco começa a vomitar.

30.10
A noite foi tão má com vómitos e diarreia que fomos ao Hospital de Patong com o boneco.
Como vomitou imenso estava sem forças e mal se aguentava em pé pelo que o papá o levava ao colo. Quando o viram assim mandaram-no entrar logo para a sala das urgências.
Devido à chuva e às inundações há um surto de cólera em Phuket e queriam internar o boneco para observação durante 2 dias. Os sintomas apresentados, segundo a médica poderia ser cólera e é altamente contagioso. Tivemos de assinar um termo de responsabilidade e mesmo assim o delegado de saúde pública veio tentar convencer-nos que era melhor ele ficar lá a ser observado. Recusámos sempre e deixámos o contacto do hotel. Fizeram análise às fezes para despiste de cólera e tivemos de fazer o relato do que tínhamos comido desde o dia 26 ao almoço...
Receitaram vários medicamentos, tudo comprimidos que o papá esmagava para ele tomar com água mas que de seguida vomitava.
À tarde recebemos mensagem da recepção do hotel a informar que tinham telefonado do hospital para saber a evolução e se mais alguém da família se estava a sentir mal. E eu tão nervosa que já me doía estômago, barriga, eu sei lá...
Mais tarde voltaram a telefonar para levar o boneco no dia seguinte por volta das 9 da manhã ao hospital. E neste dia pedimos ao hotel para fazer arroz cozido com muita água, uma espécie de canja, para o boneco comer, mas ele pouco comia e o que comia vomitava. Uns goles de água e um pouco e Pocari (bebida para atletas) lá iam aguentando.
Ironia do destino foi um dia de sol!
À noite surgiu a febre que controlei com supositórios Benuron que tinha levado (no hospital deram comprimidos paracetamol).

31.10
Depois de uma noite mal passada, com vómitos, mas sem diarreia, mais uma manhã no hospital.
Queriam testar a família toda para despiste de cólera, pois um de nós podia não sentir nada, mas ser portador do vírus. Recusámos e perguntámos o resultado do despiste do boneco.
Muitos telefonemas, o delegado de saúde que vem insistir para fazermos o teste e nós a insistir para saber o resultado do teste do boneco, que nos informaram uns 30 minutos depois de telefonema para aqui e ali e “reuniões” de delegado de saúde-enfermeiras que era negativo.
Eu suspeitava (suspeito) que o vírus que atacou o boneco foi o do colega que vomitou na escola.
Quando finalmente perceberam que mais ninguém ia ser testado para nada consultaram o boneco e mudaram os comprimidos do dia anterior para xaropes.
Mais um dia a água, Pocari e “canja” de arroz pedida no hotel.
Nestes dias, a amorinha conseguiu divertir-se na piscina com o papá enquanto eu ficava com o boneco no quarto.
Ao fim do dia o boneco insistiu muito em ir à piscina e disse que podia molhar os pés.
Levava vestida uma T-shirt pintada pela minha cunhada L. com o Homem Aranha e o nome dele e assim foi muito fácil para esta linda menina nos identificar. Uma Pintas com muita pinta, assim como o marido.
Ele estava tão mal que chegámos a equacionar regressar no dia seguinte, mas como entretanto estabilizou decidimos ficar.

01.11
O boneco passou a noite melhor e apesar de ainda comer muito pouco pediu para ir à piscina. Concordei e passámos o dia na piscina com a Pintas e o marido com quem a amorinha se andou a meter.
Ao final da tarde, depois da chuva e a pedido do boneco fomos à praia.
Fiquei desiludida. Desde Dezembro de 2005, um ano após o tsunami que lá não ia.
O mar “comeu” metade do areal e antigamente havia imensas cadeiras, umas 4 filas e ainda havia areia até à água. Agora tem 2 filas de cadeiras que ficam quase na água.
Havia também zonas delimitadas para os banhistas e onde os barcos e motas de água não entravam, agora não e deu-me a sensação ser perigoso estar na água com as motas de água...
Como a extensão de areia é muito mais pequena a areia “dura” fica muito perto da estrada e havia por lá, sim, pela praia, motas e carros que iam buscar as motas de água. Com tanto trânsito tive medo do boneco ser atropelado (e não estou a exagerar) pois ele andava a correr para ir molhar os pés e voltar ao sítio onde tinha posto as toalhas.
A reter deste dia um boneco doente mas muito feliz que tomou o seu primeiro banho de mar pela mão do papá.

02.11
Um dia calmo de piscina com bastante chuva.
De madrugada o boneco vomitou e tinha sangue o que nos assustou bastante.

03.11
O regresso cheio de preocupação.
Um telefonema de Bangkok para o pediatra dele que me/nos acalmou e que disse que o sangue era normal, podia acontecer resultado do esforço. Para beber golinhos de água gelada várias vezes, água de cozer o arroz misturada com o leite, também gelado e canja de arroz e peito de frango, sem gordura, também fria.

04.11
Apesar de ser domingo o pediatra foi ao consultório para observar o boneco que entretanto estava melhor, mas a quem o pediatra mandou fazer dieta durante 2 dias para ter a certeza que não havia sequelas. O pediatra também diz que o virus pode ter sido passado pelo tal colega uma vez que ele teve uma gastrentrite viral.

E umas férias que eu pensei que seriam as primeiras verdadeiras férias deste ano e que daria para descansar física e psicologicamente, deixaram-me “de rastos”...

Monday, November 05, 2007

RESUMO RESUMIDO

Já regressámos de uma semana de férias que se resumem em três (quatro)palavras:
Muita chuva, doença e preocupação.
Agora já está tudo bem.
Mais novidades amanhã ou depois.

Friday, October 26, 2007

HALLOWEEN E DESCANSO

Hoje é o último dia de aulas na escola do boneco, antes do Halloween.
Na próxima semana estão de férias “mid-term break”.
Foi mascarado de Homem aranha ou “mano shipaidaman” como diz a amorinha.
Não é bem uma máscara de Halloween, mas das outras ele tem medo.
Havia imensos “homens aranha”, “batmans”, princesas e outros que não são bem trajes de Halloween.
À tarde foi o desfile e que contentes eles estavam a ir de sala em sala a pedir “trick or treat” e também ao gabinete do reitor.


E, para aproveitar a próxima semana de férias do boneco e o feriado dos finados, que aqui é no dia 2, esta família vai descansar para outras paragens.
Regressamos ao vosso contacto no dia 5 de Novembro.


E deixo abaixo alguma informação sobre o Halloween retirada

Halloween - A Noite das Bruxas
Sabias que Halloween vem de Dia de Todos os Santos? Este diz-se em inglês All Hallows Day. Como sabes, a noite anterior a este dia é muito importante, por isso Halloween é uma abreviatura de All Hallows Even - "Noite de Todos os Santos"!
Como já dissemos, acreditava-se que na Noite das Bruxas os fantasmas voltavam à Terra em busca de alimento e companhia para levarem para o outro mundo.
Assim, as pessoas pensavam que encontravam almas penadas se saíssem de casa nessa noite.
Por isso, para não serem reconhecidas pelos fantasmas, usavam máscaras quando saíam de casa, para serem confundidas com espíritos que andavam à solta a tentarem apanhar almas vivas.
E para manter os espíritos longe de casa, as pessoas colocavam tigelas de comida à porta para os satisfazer e os impedir de entrar.
Também para se proteger, carregam lanternas, porque a luz e os fantasmas não se dão muito bem...
Uns são da noite e das trevas (escuridão e morte) e a luz significa a vida.

História do Dia dos Mortos - os celtas
Há dois mil anos os celtas habitavam a Inglaterra, Irlanda, França e Península Ibérica. Costumavam comemorar o Dia de Ano Novo a 1 de Novembro.
Para eles era o fim do Verão, das colheitas e o início dos Invernos escuros, com tempestades e muito frio. Era nesta altura do ano que a população celta sofria mais mortes, por causa do tempo.
Por isso, os druidas (os seus sacerdotes) acreditavam que a noite de 31 de Outubro era uma espécie de abertura da passagem entre a vida e a morte.
Assim, pensavam que nessa noite os fantasmas do mundo da morte andavam à solta na Terra em busca de alimento e por isso faziam fogueiras no alto das colinas para os afastar. Essa noite era chamada de "Samhain", o "Dia das Almas".

Além de causarem problemas e prejudicarem as colheitas, os celtas acreditavam que a presença dos espíritos auxiliavam as adivinhações dos druidas.
Alguns séculos mais tarde, a influência do Cristianismo espalhou-se pelas terras celtas e no início do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como "O Dia de Todos os Santos".
No século X, a Igreja dedicou o dia 2 de Novembro às almas, em memória de todos os falecidos.
Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia dos Mortos fundiram-se numa mesma tradição

Halloween - Jack e a abóbora


(Imagem do Clube Junior)
O uso da abóbora iluminada, chamada "Jack o' Lantern" (Jack da Lanterna), no dia do Halloween surgiu com os irlandeses, que são um povo religioso, mas muito supersticioso.
Diz a lenda que, depois da sua morte, um homem chamado Jack foi proibido de entrar no Paraíso porque em vida era muito avarento. Mas as portas do Inferno também lhe foram fechadas porque ele enganou o Diabo!
Sem ter para onde ir, foi condenado a andar na escuridão.Por isso implorou ao demónio que acendesse umas brasas para iluminar o seu caminho e, dessa forma, foi-lhe entregue um pedaço de carvão incandescente.
Para ver o caminho, Jack colocou o carvão dentro de um buraco de nabo.
De início, usava-se o nabo, mas quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontraram pouquíssimos nabos no campo, mas como havia abóboras em abundância, fizeram a substituição.
Quando esta tradição chegou aos Estados Unidos e ao Canadá (com os irlandeses, claro) foi logo acrescentada aos festejos do Halloween / Dia de Todos os Santos / Dia de Finados

Halloween - "trick or treat!"
A tradição de dar doces, guloseimas e frutas veio dos duendes (e da Irlanda), que eram considerados maus (!) pelos antigos celtas. Nessa noite eles gostavam de pregar partidas ("tricks") aos humanos.
Para lhes agradar e evitar as suas maldades, as pessoas deixavam doces e frutas ("treats") à porta das suas casas.
Daí surgiu a famosa frase "trick ou treat" que dizem as crianças norte-americanas (e canadianas) quando celebram o Halloween, o Dia das Bruxas, e pode ser traduzida como "presentes ou partidas".
Já reparaste que esta história do «Pão por Deus» das crianças portuguesas pedirem à porta das casa é parecida com a das crianças norte-americanas?
Como se diz que nessa noite os fantasmas andam à solta, todas as partidas são válidas, mas é preciso estar mascarado como eles (os espíritos) para não sermos levados pelas almas do outro mundo.
· Também para se protegerem deles, os miúdos carregam lanternas feitas com uma abóbora escavada.
Essas lanternas também se põem à porta de casa, para espantar os espíritos.
Desde há algum tempo, Portugal tem-se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte da nossa cultura e tem celebrado o Halloween nas escolas, clubes e até em centros comerciais, quando deviam olhar para as tradições que são mais nossas. Ora lê!

Tuesday, October 23, 2007

UNDER CONSTRUCTION


De modo a aproveitar melhor o que o beta oferece ando às voltas do template.

A interrupção de postagens deve-se apenas a que como estou a actualizar os links vou abrindo todos os links que vou inserindo e comentando, o que demora o seu tempo, coisa que escasseia.

Ainda tenho umas dúvidas e eu queria por as páginas dos links a abrir numa nova janela e não sei como se faz.

Queria também por uma foto com links ao carregar sobre a foto e também não sei como se faz e é a aprender essas coisinhas que demora tempo.

Ms eu vou perguntando or aqui, sintam-se à vontade para partilhar experiências, dar ideias, a vontade é mesmo mudar!

Wednesday, October 17, 2007

TUDO BEM

Tudo bem quando acaba bem!
Já diz o provérbio e espero que tenha mesmo acabado...
Ontem finalmente a amorinha dormiu descansada e não demorou mais de 2 horas para adormecer.
O boneco melhorou e hoje foi à escola, mas para prevenir, não vai à piscina.
Eu queria mudar o template do blog e acho que vou estar uns tempos sem postar por aqui para ver que "asneiras" faço.

Tuesday, October 16, 2007

POEMA


Death is nothing at all
I have only slipped away into the next room
I am I and you are you
Whatever we were to each other
That we are still
Call me by my old familiar name
Speak to me in the easy way you always used
Put no difference into your tone
Wear no forced air of solemnity or sorrow
Laugh as we always laughed
At the little jokes we always enjoyed together
Play, smile, think of me, pray for me
Let my name be ever the household word that it always was
Let it be spoken without effort
Without the ghost of a shadow in it
Life means all that it ever meant
It is the same as it ever was

There is absolute unbroken continuity
What is death but a negligible accident?
Why should I be out of mind
Because I am out of sight?
I am waiting for you for an interval
Somewhere very near
Just around the corner
All is well.
Nothing is past, nothing is lost
One brief moment and all will be as it was before
How we shall laugh at the trouble of parting when we meet again!

Henry Scott

Gostei muito deste poema deixado num comentário pela Cristina dos Pensamentos Felizes. Obrigada.


O Boneco está em casa com Amigdalite, hoje está melhor e provavelmente amanhã volta à escola.



Monday, October 15, 2007

ANDANDO...

AMORINHA
Na quarta-feira passada a amorinha perdoou-me e aceitou que fosse eu a adormecê-la, como sempre. Desde aí que é uma grande “cola” e não me larga as “saias”. Mas tem muito medo que me vá embora e se por qualquer motivo não me vê diz logo “Mamã, Putugau”. E está muito sensível, não se pode ralhar com ela que ela chora logo muito sentida. Está crescida e linda.

BONECO
Está um menino cada vez mais crescido, mais esperto e colaborador naquilo que lhe peço.
É bom aluno e gosta de aprender e de ajudar na escola e na sexta-feira passada recebeu um certificado por escrever “direitinho e bonito”. Anda interessado em aprender a escrever e pergunta-me como se escrevem as palavras.
Quer ir a Portugal no próximo ano e já perguntou se falta muito tempo.
Hoje ficou em casa meio doente, vomitou de noite e teve um pouco de febre. Para prevenir ficou em casa. Vamos ver a evolução.

OS DOIS
Divertiram-se imenso ontem, aqui, na piscina.
Ele porque já sabe nadar e nadou imenso.
Ela porque não tem medo da água e atira-se para a piscina.
Brincaram imenso, sempre muito felizes.

A MAMÃ
Está cansada devido à noite mal dormida que o boneco deu e a outras em que tem dormido pouco.
Perdeu cerca de 5 quilos nesta viagem de uma semana a Portugal.
É uma complicadinha para acertar horários para dormir e para comer (daí ter perdido peso, mas também não faz mal nenhum).
Está a precisar de férias.

Monday, October 08, 2007

OBRIGADA


Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.
Antoine de Saint-Exupéry

Queria agradecer a todos os que por aqui passaram e deixaram uma palavrinha, assim como aos que enviaram emails e mensagens. Desculpem não responder, mas cheguei ontem à noite (consegui antecipar a viagem) e hoje vim trabalhar. Estou muito, muito cansada e a minha filha está tão zangada comigo que nem me dá a mão.

Apesar de estar à espera deste desfecho é algo para o qual nunca estamos preparados.

Conseguir viagem na “Semana Dourada” em que toda a China está de férias não foi nada fácil.

A minha avó faleceu às 6:30 (hora de Portugal) mas o médico quis informar pessoalmente a família e só o conseguiu fazer depois do meio dia (19 h de Macau).
Comprei bilhete na Internet para a manhã do dia seguinte mas não foi fácil e o regresso ficou marcado para terça feira. O marido foi logo comprar bilhete de jetfoil para as 6 da manhã e já só havia em super classe que a económica estava cheia.

Não dormi nessa noite a preparar as poucas roupas que precisava levar e a deixar as coisas orientadas cá por casa.

O boneco percebeu que não podia ir e que eu ia sozinha. Ela é demasiado pequena e não percebeu. Saí de casa com ela a chorar pela mamã, depois de ter tirado a minha mão do meio das suas duas mãos pequenas que me seguravam com toda a força do seu pequeno ser. Eram 5 da manhã. O papá diz que chorou um bom bocado. Nos primeiros 2 dias eu telefonava e ela nem se aproximava do telefone, depois começou a falar comigo ao telefone e ontem quando cheguei não me dava a mão, deve pensar que me vou embora novamente. Tenho de a deixar ganhar confiança.

A viagem de avião para Portugal foi muito cansativa, um grupo de chineses jogou às cartas atrás de mim durante toda a viagem fazendo um barulho infernal e abanando a cadeira, impedindo-me de dormir. Foi a segunda noite sem dormir...
Em Amsterdão tinha de esperar cerca de 5 horas e aproveitei para mudar a data de regresso. Uma funcionária muito simpática da KLM (companhia em que viejei pela primeira vez tentou várias possibilidades até conseguir).

Cheguei a Portugal às 23:20 de domingo.
No dia seguinte, às 9:00 estava em casa da minha mãe e antes das 10 h à porta da capela à espera do corpo. O funeral foi às 17 h.

Nos outros dias tratei de algumas coisas necessárias e ainda deu tempo para ir ao Forum Montijo dar uma volta para arejar as ideias. Conduzi todos os dias, excepto no dia do funeral. Não fui a Lisboa, fiquei pelo Montijo e Moita.

Sábado pati de Portugal às 18:30 (hora de Portugal) num voo da Air France que aterrou ontem às 17:15 em Hong Kong (hora local). Cheguei a Macau às 20:00 e a casa cerca de 30 minutos depois. Estou cansada.
Mais uma vez, obrigada a todos.

Sunday, September 30, 2007

PARTIU

"Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama"

A minha avó materna partiu hoje para sempre.

Estarei em Portugal de 01 a 08.10

Friday, September 28, 2007

POR CÁ…

Na quarta-feira foi feriado do Bolo Lunar.
O Boneco teve escola, a Amorinha não teve creche.
Em Macau os feriados não são para todos.
Depende se a escola é católica, chinesa, portuguesa ou estrangeira.
Depois do papá levar o Boneco à escola, fomos com a Amorinha ao Jardim e ela brincou imenso, feliz da vida por ter o papá e a mamã só para ela.
Depois, face ao facto da mamã ter de encarar a necessidade de se deslocar a Portugal sozinha decidiu vencer um dos seus grandes medos: conduzir!
Com carta há 14 anos sempre tive pânico de conduzir e ficava tão nervosa que nem conduzia em condições, aliás nem se pode dizer que conduzia. Depois habituei-me a ser conduzida...
Em Portugal, é necessário conduzir.
Tenho de encarar o facto que a minha avó está presa à vida pelas máquinas, é a Lei da Vida... e eu tenho de ir a Portugal sozinha e ninguém me conduzirá, eu preciso de o fazer.
A necessidade faz a habilidade e eu já conduzi mais desde quarta-feira do que nestes 14 anos. E até me dou ao “luxo” de “discutir” a minha “linha” (aqui adoram cortar linhas, principalmente nas rotundas, dá muito trabalho rodar o volante).
E, por incrível que pareça não fico nervosa. Claro que ainda me falta prática, que o carro vai abaixo de vez em quando, que ainda tenho dificuldade em segurar bem o volante só com uma mão enquanto ponho as mudanças e que para estacionar é preciso escolher muito bem o lugar... mas com o tempo vou lá. E já não me assusta conduzir em Portugal...
E ontem recebo um telefonema a dizer que piorou, que já não reage a nada, no dia anterior já não conseguia abanar a cabeça, mas ainda conseguia apertar a mão para comunicar com a minha mãe.
Ontem gravei a voz do Boneco e da Amorinha para ela ouvir e depois pus no telefone que a minha mãe lhe encostou ao ouvido. Não dava para ser com eles a falar que a minha mãe só lá vai depois do trabalho e aqui são duas da manhã.
Mas ela não reagiu, nada, nada...
Nem chorou...

Tuesday, September 25, 2007

ESPERANÇA

Pode ser a última a morrer e pode ser a que tudo alcança mas há situações em que já não há esperança, ou em que toda a esperança é que não sofra (muito) com toda a situação.
E aquilo que se diz num dia é desdito no seguinte, porque chegou a uma idade em que já não tem resistência, em que o corpo está fraco (além de doente) em que as forças a abandonaram e em que o coração está cada vez mais fraco.
Um tumor é o que lhe causa as hemorragias. Falta saber a sua localização, talvez nos rins, na bexiga... Os exames não são recomendados devido à pressão arterial e ao estado de ansiedade que criam, estado também provocado pela doença de Alzheimer de que padece.
A juntar há ainda uma anemia de um grau bastante elevado e uma broncopneumonia que leva à acumulação de especturação nos pulmões. O corpo a desistir, a mente ainda a lutar. É esta a minha sensação.
Não vale a pena, foi o prognóstico da médica. Se fosse minha mãe também não faria os exames, foram as palavras da médica. Será?
Tratar a anemia e a broncopneumonia e dar-lhe medicamentos para aliviar as dores para que tenha um fim com dignidade...
E o que é um fim com dignidade? Um fim numa cama de hospital longe dos que ama e que a amam?
Se eu conseguisse tirar umas férias e ficar lá uns tempos com ela... e ao mesmo tempo seria estranho, estaria lá à espera que partisse...
Assim estou aqui a milhares de quilómetros de distância e a cada toque do telefone fico sobressaltada, penso qual será a notícia, se sairá do hospital e voltará ao lar, se ainda a verei com vida, se partirá em breve ou se ainda demorará, o que será melhor para que não sofra...
Sentimentos contraditórios, emoções difíceis de gerir, ideias confusas que populam a minha mente e não me deixam descansar em paz e me tiram a paciência para tudo e para todos.
E a vida continua (para alguns) e amanhã é um novo dia...