Monday, June 04, 2007

CASAMENTO CHINÊS

(Aviso à navegação: Post extrememente longo)


Fui a um casamento no passado domingo.
Quando cheguei a Macau e tudo era novidade ficava como as crianças: ansiosa por ir, por ver como era.
Hoje em dia prefiro não ir, mas há certas pessoas que me são muito queridas e, apesar de ser mais um casamento em Macau, mais um casamento chinês, foi o casamento de alguém especial e muito querido: o meu amigo Z.!
E ele estava tão feliz, era algo tão importante para ele. Já tinha planos e ainda nem tinha namorada, já tinha tudo planeado quando o conheci e devia ter os seus 22 anos, acabadinho de sair da universidade...

A data do casamento é escolhida por um mestre de feng shui, de acordo com a data de nascimento dos noivos. Muitos deles casam no registo e depois fazem a festa noutro dia.
Os noivos convidam amigos e conhecidos, mas os pais dos noivos também podem convidar amigos que os noivos não conhecem, amigos que também não conhecem os noivos, apenas os pais.

Os convites são enviados e convidam a pessoa cujo nome consta do envelope não sendo extensivo à família excepto se estiver lá escrito “e família”.

Se for a noiva a convidar costuma haver um envelope vermelho de “lai si” com um cartão para ir à padaria lá mencionada buscar 12 bolos sortidos, uma espécie de cheque-bolo.

Vem igualmente um pequeno envelope de agradecimento que tem uma moeda de uma pataca. É um pouco agradecimento por antecipação, porque decerto que a pessoa convidada irá entregar um “lai si” aos noivos.

Muitas vezes o convite é uma foto de casamento dos noivos, ou melhor, uma foto tirada em estúdio ou em determinados locais a que os fotógrafos levam os noivos. É normal tirar fotos e fazer um álbum bonito antes do casamento mesmo, nesse dia tiram mais fotos com os convidados. Por vezes estas fotos dos noivos estão num álbum à entrada do restaurante onde se realiza a cerimónia ou/e são mostradas no filme que é feito desde que os noivos nasceram até ao casamento.

O casamento, apesar dos noivos serem de outras religiões que não a católica (budista é a mais comum) fazem a cerimónia na igreja, porque é bonito, submetendo-se a todas as cerimónias necessárias para tal, como o baptismo.

Há pessoas que são convidadas para assistir à cerimónia religiosa, outras para o banquete e outras para as duas. Fui convidada para ambas.

“Torrei” no calor abrasador de domingo às duas da tarde no meu vestido teoricamente fresco que não impedia que o suor escorresse e o castanho escuro passasse a um tom “molhado” em determinados sítios e nem o ar condicionado e as ventoinhas da igreja que trabalhavam sem parar evitavam que os convidados (talvez uns 50) usassem o livro do casamento para se abanarem numa tentativa vã de se refrescarem. Eu incluída.

Depois de andar até à igreja e de as pessoas por quem passei terem pensado que era doida pois aqueles saltos e aquele vestido não combinam com um dia de domingo, muito menos assim quente.
Cheguei mesmo em cima da hora (efeito de duas horas no cabeleireiro a tentar encaracolar os cabelos com um “ferro” porque não têm os rolos, num penteado que não chegou à cerimónia nocturna), cumprimentei o sorridente (e aposto que escaldante noivo pois com aquele calor ele estava impecável no seu fato de casaco e colete!) e encontrei um espaço para me sentar.

A noiva entrou sorridente pelo braço do pai e segui-se a cerimónia em chinês que deve ter durando uns 30 minutos.
Depois as fotos da praxe dentro da igreja e outras à porta da igreja.
Claro que com a minha sorte me calhou à porta da igreja com o sol a torrar-me os miolos...

Normalmente depois da cerimónia religiosa e da sessão das fotos com os convidados presentes, os recém casados e alguns amigos dão uma volta por Macau e ilhas para dar sorte (?) e tirar mais umas fotografias.
Eu e uma amiga fomos ao café comer qualquer coisita e beber um refrescante ice-tea!
Pusemos um pouco da cusquice em dia e fomos para casa, que eu ainda fui aproveitar para ir com o boneco a a amorinha ao jardim (depois de vestir uns jeans, claro!).

A partir das 16 ou 17 horas os convidados podiam começar a ir para o restaurante para jogar “mahjong”, uma espécie de dominó chinês...

Eu fui com a minha amiga um pouco depois das 20 h.
À entrada está um “comité de recepção” que nos indica uma faixa de tecido, normalmente vermelho mas o do meu amigo era uma impressão em tecido de uma foto dos noivos. Ali escrevemos votos de felicidade eterna....
É esse mesmo comité que nos indica a mesa onde nos devemos sentar...

Ao entrar vemos a noiva no palco com um vestido vermelho a tirar fotos com os convidados.
As noivas chinesas têm de mudar de vestido pelo menos 3 vezes durante o jantar. A noiva do meu amigo começou na igreja com o vestido branco ocidental que às vezes voltam a vestir no jantar, mudou um vermelho (o que tinha quando cheguei, não sei se terá usado algum antes...), mais tarde mudou para um branco, também de noiva, mas diferente do da igreja, mais tarde um azul e, finalmente um em padrão chinês, vermelho.
Por vezes, altera também ligeiramente o penteado.

Antes do início do jantar cortaram o bolo de noiva fingido (e não há nenhum verdadeiro, é só para a foto) e houve lugar a discurso de agradecimento de um noivo muito, muito feliz que cantou uma canção em chinês à sua bem amada.

No jantar são servidos 12 pratos, alguns deles cujo nome soa bem, como o “fat choi”, uma alga chinesa cuja pronúncia é a mesma de felicidade. Normalmente a ementa destes casamentos é muito parecida, variando ligeiramente de um restaurante para outro.

Depois de 3 pratos é servida a sopa de barbatanas de tubarão e é aqui que os noivos e a família vão de mesa em mesa brindar com os convidados.

O jantar continua e quando é servido o último prato de fruta e doces os noivos e família vão para a porta do restaurante para cumprimentarem os convidados enquanto eles vão saindo. “Quando acaba a comida, acaba-se a festa”. Muitos levam para casa “tá pau” (take away) das comidas servidas, basta pedir ao empregado quando este retira o prato para servir o novo, para colocar a comida numa embalagem para levar.
Levam igualmente a lembrança que está na mesa no lugar de cada pessoa e que no caso era uma embalagem em dourado ou vermelho (as cores mais usadas no casamento) com dois bombons.

À saída, e tendo ficado mesmo para o fim já só estavam os noivos à porta (eu não gosto de cumprimentar tanta gente que não conheço!) e ainda tivemos tempo para brincar com ele a dizer que daqui a um ano queremos outro tipo de festa que ficou prometida! Um noivo feliz, feliz e uma noiva muito bonita, simpática e acho que também feliz!

Continuo a gostar mais dos casamentos “de Portugal”, aqui tenho a sensação que é apenas comer e ir embora, há pouco convívio entre os noivos e os convidados.

Friday, June 01, 2007

Dia Mundial da Criança

Queria explicar aos filhotes o que é o Dia Mundial da Criança mas não ando inspirada até porque eles ainda não estão bem, aliás a noite passada foi para esquecer e hoje quase adormeci no serviço.
Assim fui ao Clube Júnior e o texto que aqui está é de lá. Bom fim de semana!

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).
Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?
Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.
As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!
Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.
Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.Clica aqui para leres sobre esta organização.
Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.
Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:
- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?
A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.
Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

Thursday, May 31, 2007

HOJE



Depois de dois dias de céu azul (coisa rarissima em Macau) salpicados por nuvens brancas de algodão, com boa visibilidade, a perder no horizonte e não uns escassos metros (o costume devido à humidade!), o dia amanheceu cinzento. As nuvens cinzentas sempre companheiras das nuvens brancas nestes dois dias derrotaram-nas... deve chover no fim de semana, o costume!

O boneco está um pouco constipado e acordou a gritar que tinha “um buraco do nariz” tapado ;) Um drama!
Lá lhe expliquei que era normal, mas a fita continuou mais algum tempo.
Depois foi levantar e despachar-se com ele a reclamar que estava cansado e não queira ir à escola.

A amorinha já está melhor embora ainda um pouco ranhosa.
Acordei-a, aliás peguei nela e dei-lhe o leitinho ao meu colo e por momentos tenho a sensação de ter o meu bebé nos meus braços. Os olhinhos fechados e a boca à procura da tetina do biberão parece mesmo a minha bebé. Saudades da minha bebé e orgulho da minha menina.

Depois de pronta foi para a sala brincar com o mano enquanto o papá grelhava um bife para o boneco levar para o almoço e eu me despachava.

A amorinha apareceu-me com o frasco do xarope na mão e nem sei como ela o foi buscar, normalmente não deixo os medicamentos “à mão de semear”. Dei-lhe o xarope e deve ter caído mal que saiu xarope, leitinho, tudo!

E até já estávamos todos prontos para sair e tive de lavar e mudar a amorinha e o papá a lavar o chão (fica sempre com este parte ;)) e acabámos por ficar atrasados...
E eu só espero que a constipação do boneco não piore!

Apanha tudo o que a irmã tem, ainda bem que é raro ela estar doente e que ela não apanha o que ele tem! Homens sexo forte, não e?!

Tuesday, May 29, 2007

ATESTADOS POR CONVENIÊNCIA?

Às vezes gostava de saber se há pessoas, mães que gostem de estar em casa de atestado com os filhos doentes?

Já muitas vezes puseram em causa se os meus filhos estão doentes quando os levo às urgências do hospital público, principalmente porque muitas vezes não têm febre.
Ontem voltou a acontecer, a amorinha doente e lá fui ao hospital, cheio de putos pequeninos até à rolha, mas nem esperei muito e percebo porquê. Devo ter esperado uma meia hora e fiquei lá uns 5 minutos.

Ela não tinha febre, ainda estava com o efeito de um supositório colocado 5 horas antes... e gritou e esperneou que se desunhou para o médico a auscultar e tentar ver a garganta.
E ainda me disse que ela estava muito vestida pois estava transpirada (tinha um vestido sem mangas e, como o hospital tem ar condicionado tinha-lhe vestido um casaquinho curto de linha...) Parecia que me estava a acusar que a febre da minha filha era calor...

E disse que a febre já tinha passado e já não ia voltar... Pois, às 11 da manhã ela voltou novamente em força... tal como durante a noite.

A mim deu-me atestado para um dia porque lhe disse que não a podia levar para a creche, tal como hoje não foi mas ela sofre tanto para ir ao hospital que não quero fazê-la passar por aquele stress todo outro vez e aqui estou a trabalhar enquanto ela está em casa com a empregada.

Mas será que há mães que vão ao hospital com os filhos doentes só para ter o atestado?
É que atestados destes eu até me orgulhava de dizer que não tinha tido nenhum (e que eles não tinham estado doentes!!!!)
Fogo, fico mesmo irritada!!!!

Monday, May 28, 2007

AMORINHA DOENTE

Tal como o mano ficou doente nos anos da mana, a mana começou a ficar doente nos anos do mano.
Ontem piorou e à tosse, ranho e falta de apetite juntou-se a febre que se manteve toda a noite.
Esta manhã em vez de ir à creche foi ao hospital e ficamos em casa hoje que o doutor até achava que a febre já não voltava mais pois quando lá estive ainda estava medicada e por isso não tinha febre... sem comentários.
Infelizmente a febre voltou e já levou novo Benuron (uma "tourada" para por, mas enfim...) e agora dorme a sesta...
Espero que amanhã esteja bem!

Saturday, May 26, 2007

5 ANOS

Há 5 anos realizei um dos sonhos mais bonitos da minha vida: ser mãe!
Descobri um amor que não conhecia, que não imaginava que existisse, um amor maior, um amor tão grande, tão pleno que me preenche e me enche a alma!
Há 5 anos que sou mãe de um lindo menino, o menino dos meus sonhos...
Parabéns, meu amor!
Amo-te muito, boneco!

Friday, May 25, 2007

MEME

A queria Amélia da Boca doce passou-me este Meme* e eu tenho andado a pensar nele porque não sei o que escrever. Há tantas coisas que são adequadas, tantas coisas que me dizem tanto...
Finalmente decidi que talvez este tenha mais a ver comigo.

"If you love somebody, let him go
If it comes back to you, it is yours
If it doesn't, it was never yours"


(*) Um 'meme' é um 'gen ou gene cultural' que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo 'memes' foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo 'genes'.

DIA DO BUDA

Passou.
Um dia cheio de sol, muito, muito quente e abafado.
Um dia que começou cedo, tão cedo como se não fosse feriado.
Deixar o boneco na escol a e a amorinha na creche...
O papá que quis ir tomar o pequeno almoço ao café...
A mamã que decidiu tomar um descafeínado com a torrada.
A mesma mamã que não pode tomar café que a deixa mal disposta e de rastos.
Uma conversa animada com uns amigos que estavam no café...
Depois as compras semanais adiantadas... a corrida aos vários supermercados...
Comprar algumas coisas que faltavam para a festinha antecipada do boneco...
Hora de almoço e a mamã cada vez mais mal disposta.
Ir buscar o bolo e a mana à creche para poder ir à festinha do mano.
Amorinha completamente baralhada que chega a casa e não quer dormir, não costuma ser assim... muita birra e finalmente adormece.
O papá aqueceu o almoço que a mamã tenta engolir mas que já não desce, fica "entalado". Não há tempo, entretanto aproxima-se a hora de ir à festa do mano...
Acordar a amorinha que resmunga...
Ir à escola do mano, os coleguinhas excitados com o bolo do homem aranha, o boneco com um sorriso do tamanho do mundo, a amorinha com medo que a deixasse lá a tentar trepar por mim, a mamã super mal disposta...
Valeu a ajuda da mãe de uma colega do boneco pois a minha má disposição e a amorinha não me permitiram ajudar em nada :(
Fim da festa, o boneco quis ir "à Girafa", para a mamã foi regressar a casa com a amorinha que só quer a mamã e prefere ficar em casa a ir passear...
Entrar em casa e começar a vomitar e não só... e assim estive ontem o resto do dia...valeu a Pocari e um pouco de arroz branco cozido sem sal...
Maldito café descafeínado!

Vi e gostei...

Wednesday, May 23, 2007

AMANHÃ É FERIADO

Amanhã é feriado em Macau, dia do Buda.
Amanhã será a festinha de anos do meu boneco na escolinha.
Ele faz anos no sábado e a ideia inicial era fazer um piquenique no Jardim nesse dia.
Tem estado a chover desde sexta-feira, hoje já não chove, voltou o calor abrasador e abafado.
O piquenique deveria ser às 16 horas e a essa hora está muito, muito calor. Não pode ser mais tarde porque o jardim fecha às 18h (uma coisa que não compreendo mas isso daria outro post) e 2 horas nem sequer é assim muito para fazer uma festinha de anos.
Muito provavelmente os coleguinhas do meu boneco não poderiam estar todos presentes e ele dá mais importância a isso que ao sítio e ao dia da festa.
Para complicar ainda mais as coisas, o meu boneco tem hóquei em patins à noite.
Para nós é um pouco estranho festejar antes, mas na cultura chinesa o que dá azar é celebrar depois.
O bolo está novamente encomendado à artista que fez este bolo lindo para a mana.

As prendinhas para dar aos colegas estão compradas (falta embrulhar! – 17 latinhas do Pooh, Mickey, Minnie,...com lápis de cor), vou fazer uns mini muffins para levar e vou levar uns sumos e está a festa feita.
Para quem estranhe ser feriado e ele ter escola é algo muito normal em Macau.
A creche da mana também está aberta e ela irá para lá até à hora da sesta porque depois quero levá-la à festinha do mano.
Sobre o dia do buda, recordo que em 2004 foi a 26 de Maio, aniversário do meu boneco, em 2005 foi a 15 de Maio, data prevista para o nascimento da amorinha e o ano passado a 04 de Maio. O dia do buda celebra-se no oitavo dia da quarta lua. É o dia de aniversário do buda e um dia em que as imagens de Buda são limpas e purificadas um pouco por todo o território, segundo um ritual antigo e tradicional.

Tuesday, May 22, 2007

BILU E LALICA


O meu filho tem bilu.
A minha filha não tem.
A minha filha tem lalica.
O meu filho não tem.
Cá em casa não há plinhas (escrito assim de propósito), nem há ppis (também escrito assim de propósito)
Foi a minha mãe que começou e que quando ele tinha pouco mais de dois meses e eu lhe estava a mudar a fralda lá em Portugal em casa dela, ela veio brincar com ele e fazia bilú-bilú e ele ria-se (como um bebé de menos de 3 meses se ri, mas isso agora não interessa nada).
Tal como o epá nos poupou de muitas situações embaraçosas (e não, ele não gosta do gelado do mesmo nome ;p) penso que também o bilu nos tem livrado de outras.
E quando ela nasceu eu andava a tentar encontrar um substituto para ppi mais bonito e quando vi no blog das Kokinhas a palavra Lalica, resolvi adaptá-la cá para casa, já aceite com sucesso!
ADENDA: Afinal cada uma com o seu uma vez que as Kokinhas afinal usam lilica ;)

Monday, May 21, 2007

CAMPEONATO HÓQUEI EM PATINS

Mais um jogo!
Empataram 2x2!
Continua a haver pais e mães muito “ferrenhos”, mães todas chiques mas que deixam a compostura de lado e gritam pelas suas crias: “Vai! Olha ali! Força! Remata!”.
A mim este “calor” todo continua a passar-me ao lado.
Não sou assim. Talvez porque ele ainda não percebe muito bem o que lá anda a fazer.
Talvez porque ele “corre” em cima dos patins na direcção em que os outros vão, mas que às vezes se esquece e fica a brincar com o stick...
O árbitro diz que mesmo assim ele é uma boa suspresa, seja lá isso o que for.
Continua a fazer-me muita confusão a violência do hóquei, quando vão todos à bola (esta falta de termos técnicos...) e quando além de estarem muitos jogadores juntos também estão muitos sticks juntos.
Continua a fazer-me confusão quando caem e se magoam no próprio stick ou no stick do outro que cai com eles...
Empataram 2:2

CONSULTA 2 ANOS


A conclusão é que está boa e recomenda-se e só a quer lá daqui a um ano.
Muita birra, muita fita numa sala de espera cheia de crianças como nunca vi nestes 5 anos que frequento aquele consultório. Uma amorinha que detesta lá ir, que é solidária com todos os meninos que choram e chora com eles.
Que trepa por mim acima quando é para a pesar na balança e que lá se conseguiu vislumbrar uns 12.5 kg. A altura foi bem mais complicado com ela a entortar-se toda e a não querer encostar-se à parede, mas lá ficou registado 84 cm, mas isso também não interessa muito.
É saudável, está tudo bem, o peso acima da média a altura na média.
Uma força impressionante quando a deito na marquesa e ela se levanta mesmo comigo a segurar-lhe os joelhos. Chora sempre, grita e soluça.
E olha-me como se eu fosse muito má por deixar que lhe mexam...
Acabado o exame de olhos, garganta, dentes, ouvidos, barriga, auscultar e tudo o mais fica enroscada no meu colo enquanto falo com o pediatra.
Saímos do consultório, mal fecho a porta ele diz “Xugus” (o pediatra dá sempre sugus aos meninos no fim da consulta – e foi assim que os meus aprenderam a comer sugus...)
Bato à porta e o pediatra dá-lhe um sugu roxo, o seu favorito e vamos contentes ter com o mano aos patins.

Friday, May 18, 2007

2 ANOS II

Dos meus planos de “mulher grande” sempre fez parte ser mãe.
Casamento não fazia parte e só fez já depois do boneco nascer.
Desses planos de “mulher grande” fazia parte um menino lindo, claro que seria o mais lindo e bem comportado de todos, e um menino da mamã. Tive o que sonhei.
Quando esse menino estava com pouco mais de dois anos comecei a ver que gostava muito de outras crianças, que era um menino tímido mas muito meigo, principalmente com os mais pequenos.
Eu estava a adorar ser mãe, todos os dias uma nova descoberta, uma nova conquista, um sorriso de vitória que me aquecia a alma e me iluminava o olhar com um brilho intenso.
Dos meus planos de menina apenas o filho único fazia parte.
O marido queria dois, sempre quis, mas não insistiu comigo nunca.
Comecei a olhar para o meu menino e a pensar que eu gosto de ter irmãos, mesmo não tendo crescido com eles. É uma relação especial e se crescerem juntos decerto que ainda seria mais especial.
Um dia à noite perguntei ao papá o que ele achava de dar um mano ao nosso boneco. O papá apenas sorriu. Foi “dito e feito”.
Mas eu queria um menino porque achava que a cumplicidade seria maior, porque me via mãe de um menino e não de uma menina.
Porque sempre fui “maria-rapaz”.
Ao mesmo tempo a minha avó queria uma bisneta pois tinha (e tem) imensos bisnetos e não tinha nenhuma bisneta...
Quando dissemos ao mano que a mamã “tinha um bebé na barriga” e lhe perguntamos se queria um mano para brincar com ele, ele respondeu “uma mana”.
Eu nunca acreditei muito que seria mãe de uma menina, mas fui-me habituando à ideia.
Há dois anos que esta menina viva, alegre, simpática, curiosa, esperta e bonita me preenche mais os dias e nos torna a todos mais alegres e felizes. Uma menina que tem uma alegria contagiante, que está sempre bem disposta a cantar e a dançar e que nunca se cansa e provoca o mano. Esta menina que é “maria-rapaz” e brinca com bolas e carrinhos (os seus favoritos!) e que tem medo dos bonecos que abrem e fecham os olhos (e que digamos a verdade são um pouco mórbidos), esta menina que destrói os brinquedos do mano e a quem o mano dá tudo, está a crescer cada vez mais e é ao mesmo tempo uma “princesa” que gosta de roupas bonitas e ganchinhos no cabelo e que o seu sorriso fica ainda maior e os olhos mais brilhantes quando lhe digo que é linda!
É esta menina que eu adoro e agora já não me via mãe de dois rapazes...
Parabéns meu amor, que sejas sempre assim feliz!
Amo-te muito!

DIA DE ANOS DA AMORINHA

(os mais sensíveis que “saltem” este post)

16.05 23:00:
O mano acorda a chorar, vomitado da cabeça aos pés. O pai meteu-o na banheira, sempre a chorar enquanto eu mudava a cama toda e arranjava outro pijama para ele vestir. Tento dar-lhe Pocari (tipo Isostar, bebida para atletas) para beber, mas está gelada e ele recusa beber, sempre a choramingar.
E eu espero que seja só uma má disposição, afinal no dia seguinte são os anos da mana...

17.05

01:00: Vomita mais um pouco. Limpo-o com toalhetes. Ele choraminga. Lençóis lavados. Pijama lavado. Beber Pocari, agora menos fria.

02:00 Igual ao anterior, mas começo a ver o caso mal parado. O papá fica a dormir no quarto dele.

05:00 Mal disposto, diz que tem fome e quer leitinho. Tenho medo que vomite... Bebe Pocari, leitinho e dorme. Não vomita.
A mana acorda e bebe leitinho. Volta a dormir.

06:00 Eu acordo sobressaltada porque o “ouvi” chamar. Entro a correr no quarto dele e está a dormir, assim como o papá. De volta ao meu quarto também a mana está a dormir. Devo ter sonhado.

07:30 Acordo tarde. Vou acordá-lo. Está cansado. Casa de banho. Pocari. Leitinho. E eu à espera dele vomitar. Meio biberão, não vomita mas está rabugento. Choraminga que não quer ir para a escola. Acordo a mana, que não quer leitinho. Despacho todos.

08:15 Finalmente saímos, estamos atrasados

08:30: O boneco não fica na escola. A professora diz que a política da escola é que se estão assim não ficam. Boneco chora e o papá vem com ele. A empregada não tem o telefone ligado.

08:45 Deixo a mana na creche. Decido ir ao hospital com o boneco.

9:00 Estamos no hospital. Uma criança à nossa frente. É preciso usar máscara. O boneco vomita. Tiro a máscara o mais rápido possível e levo-o para a casa de banho, dos homens que a das senhoras está ocupada. Suja o uniforme. Choraminga. Limpo-o. Chamo a segurança para chamar alguém para limpar. Arranjo um saco para ele vomitar se voltar a acontecer.

09:20 Chamam-no. O médico não sabe o que é “vomitting”. Faço o gesto e o som. De resposta um “Ah!” Começa a escrever. Vai fazendo perguntas. “Running nose?”, “Cof?”, “Diahrea?”. Vou respondendo. Deitar na marquesa. Observa, apalpa a barriga, ausculta. Pergunta ao boneco: “Pain?”. O boneco vai abanando a cabeça com sim e não. Escreve.
Imprime a receita. Dá-me a receita e explica mais ou menos. Peço um papel para a escola e outro para o meu trabalho: 1 dia.

09:35 O papá a telefonar, estamos na rua. Passo na farmácia e vamos para casa.

09:50 Estamos em casa. Boneco toma medicamento para não vomitar. Vai bebendo Pocari.

10:30 Chega a empregada. Mudou de telefone e não tinha avisado! Fico furiosa.

11: 00 Aqueço uma canja. Come um pouco.

11:25 Vou a Macau. Passo no trabalho a entregar o atestado médico. Vou trocar um vestido da amorinha. Encontro a mamã de uma colega do boneco.

13:15 Vou buscar o bolo da amorinha. O papá apanha-me.

13:30 Deixamos bolo, prendinhas e sumos na creche. Vou ao supermercado comprar Pocari e volto para casa.

14:40 Almoço uma salada. O boneco já tinha voltado a comer canja. Não vomitou mais.

15:45 Vou buscar a mana à creche. O boneco quer ir comigo. Levo-º

16:30 Apanhamos a mana. O boneco quer ir ao jardim. Vamos ao jardim.

17:10 Boneco quer ir para casa. Vamos embora. A amorinha está feliz por ter ido ao jardim com o mano.

17:30 Estamos perto do trabalho do papá. Subimos.

17:45 Vamos para casa.

19:00 Amorinha e boneco jantam canja. O boneco não acaba a canja e a amorinha apodera-se de prato dele com tanto gosto que não tive coragem de tirar, além disso o boneco já não vomitava há muito tempo.

20:00 Jantamos todos. Boneco come arroz de cenoura e um pouco de peixe. Amorinha só come um pouco de peixe. O avô ª e a avó D. telefonam para cantar os parabéns. Quando dizem que tem 2 anos a resposta é invariavelmente a mesma: “NÃO!”

21:00 Estou a pô-los na cama. Cansada!

Thursday, May 17, 2007

Wednesday, May 16, 2007

COSTUMES



A amorinha anda na mesma creche onde andou o mano.
Naquela creche há um costume engraçado.
Quem faz anos leva o bolo e prendinhas para todos.
As prendinhas são tipo aqueles saquinhos de lembranças que se costumam dar no fim das festas de anos em Portugal.
Muitas pessoas oferecem “porcarias” como algas secas, pacotinhos de leite de soja, chocolates, bolachas de arroz, e coisas do género.
Tinha pensado oferecer uma bola pequena a cada um dos colegas da amorinha, mas mudámos de ideias e no fim de semana comprámos 22 bonecos de peluche, a 10 patacas cada um (menos de um euro) e ontem estivemos a embrulhá-los.
O bolo está encomendado a esta artista e vamos buscá-lo amanhã à hora de almoço e levar para a creche.
A festinha será à tarde com a educadora e as coleguinhas.
A mamã e o papá não estarão presentes, faremos a festinha de família no sábado.
Esta manhã dizia-lhe “Amanhã a amorinha faz dois anos e vamos cantar happy birthday e san yat fai lock e soprar velinhas” e ela respondia-me “Não!”
Como o tempo passa...

Tuesday, May 15, 2007

EU

Eu quero: estar sempre presente na vida dos meus filhos
Eu tenho: muito medo de lhes acontecer alguma coisa
Eu acho: que os meus filhos são lindos
Eu odeio: burocracia, hipocrisia e cinismo
Eu sinto saudades: do céu azul de Portugal e da minha avó
Eu escuto: toda a gente
Eu cheiro: os meus filhos para guardar na memória
Eu imploro: para que haja paz no mundo e que as crianças sejam felizes
Eu procuro: ser feliz
Eu me pergunto: para quê tanta violência
Eu me arrependo: de não ter tido filhos mais cedo
Eu amo: os meus filhos
Eu sinto dor: quando eles estão doentes
Eu sinto falta: de espaço (Macau tem 26 km2) e da minha avó
Eu me importo: com a saúde deles
Eu sempre: digo aos meus filhos que os amo
Eu não fico: de braços cruzados
Eu acredito: no amanhã e numa vida melhor, sempre!
Eu danço: com a minha filha
Eu canto: com a minha filha
Eu choro: muito pouco
Eu falho: como mãe, porque grito muito e perco a paciência
Eu luto: para dar uma vida boa aos meus filhos e para ser feliz
Eu escrevo: com o coração, o que me vai na alma
Eu ganho: experiência com os erros cometidos
Eu perco: a paciência muito facilmente
Eu nunca: digo nunca
Eu me confundo: com os nomes dos meus filhos e chamo-os pelo nome do outro
Eu estou: a precisar de dormir e de férias
Eu sou: Mãe
Eu fico feliz quando: meus filhos estão felizes
Eu tenho esperança: de que a minha avó viva muitos mais anos feliz
Eu preciso: de mimos dos meus filhos
Eu deveria: ter mais paciência e gritar menos

Eu desafio:
Sandra (Filhos e Companhia)
Família no Chipre

Miduxe
Tataruga
Fazedores de Mundos
E a todas que quiserem fazer...

Monday, May 14, 2007

PRIMEIRO JOGO


Imagem do Jornal Tribuna do campeonato "dos grandes"


Brancos x Vermelhos: 5-3
Perdeu.
Mas divertiu-se imenso e isso é o mais importante para mim.

Para quem nunca tinha jogado (e não se pode dizer propriamente que jogou) pelo menos deu para correr de um lado para o outro enquanto se tentava equilibrar com o stick, stick que atingiu alturas pouco recomendadas no hóquei quando ele se tentava equilibrar.
Pensei que ele fosse suplente todo o jogo, mas todos os elementos da equipa jogaram, foram rodando, e eu não sabia que se fazia ou que se podia fazer no hóquei.

Acho que a única vez que tocou na bola foi numa falta marcada em que foi ele que “stickou” a bola (acho que tenho de começar a aprender umas coisas de hóquei...)

Descobri que as mãezinhas e paizinhos das outras criaturas que por lá andam se transfiguram no decorrer do jogo e as emoções ficam ao rubro com cada um a torcer para seu lado e a gritar pela sua criança.

Há paizinhos e/ou mãezinhas que se saíam com pérolas como “não passes para ele que ele não joga nada” e esquecem-se que aquilo é uma brincadeira acima de tudo e que os filhos delas também não sabiam e também tiveram de aprender.

Quase não vi o jogo porque a mana decidiu que queria ir à casa de banho e fizemos umas quantas viagens até lá, antes de ela conseguir fazer xixi na sanita do balneário, um grande feito! Mas o papá gravou para mais tarde recordar!

Friday, May 11, 2007

CAMPEONATO

Quando o boneco foi para o hóquei em patins foi apenas para aprender a andar de patins.
Nunca pensei em torná-lo num jogador de hóquei em patins, até porque ele inicialmente me dizia que não gostava do “pau”.

Curiosamente, no dia em que ele me disse isso deu-se início ao treino com stick.
Puseram-lhe um stick na mão e ele tanto joga (?) com a mão esquerda como com a mão direita (isto em termos técnicos provavelmente não se diz assim, mas eu também não sei como se diz...), embora me pareça que não joga grande coisa.

Esteve na baliza e para guarda redes a equipa adversária deve gostar muito dele, esquece-se do que está lá a fazer e nem se mexe para desviar a bola. Com sorte pode ser que ele esteja no caminho da bola e ela assim não entre. ;)

Para ele é uma alegria ir aos treinos todos os sábados e vai dormir a sesta sem refilar. Ele, que só dorme a sesta aos sábados porque se levanta cedo, mais ainda que nos dias de semana que o fim de semana é curto e tem de o aproveitar para brincar!

O gosto pelo hóquei é tanto que quando ele se porta mal costumo dizer-lhe que não vai ao hóquei e funciona lindamente! Muda de comportamento imediatamente!

A mana é a maior fã do mano!
Inicialmente, dado os treinos serem muito tarde e ela ser pequenina não íamos aos treinos.
Com os dias mais compridos e menos frios começámos a ir.
O mano adora ter a nossa presença e a mana farta-se de gritar por ele.

Nos primeiros tempos ela portava-se bastante mal, aliás, era mais curiosidade que outra coisa, pois andava por todo o pavilhão a explorar. Agora fica sentada nas escadas enquanto calço os patins ao mano com todas as voltas e reviravoltas que os atacadores têm de dar. E todos admiram a menina bem comportada que tenho!

Quando o mano está no ringue a treinar ela chama por ele e quando ele se põe a fazer habilidades ela diz “Mano, cais, cais”.
Foram-lhe prometidos uns patins, ela que mal chegava ao pavilhão tirava os sapatos, tal como o mano o faz.
Não vou pô-la no hóquei, mas quando os patins lhe servirem vamos brincar em cima deles, aposto que ela vai adorar! Vai-se sentir “grande” a seguir o exemplo do mano.

E isto tudo para dizer que amanhã começa o campeonato de hóquei em patins de Macau para “os grandes” e haverá uma espécie de campeonato paralelo para os pequeninos. Será o primeiro jogo a sério do boneco. Um campeonato que tem a particularidade de todas as equipas terem de ter um elemento feminino permanentemente em campo.

Vai ser divertido assistir ao primeiro jogo do boneco, isto se ele jogar!

Thursday, May 10, 2007

CAIU O PRIMEIRO DENTE DE LEITE!!!!

Já dorme pacificamente há quase uma hora um menino lindo, lindo que está a crescer e a quem já caiu o seu primeiro dente de leite!
Foi o papá que por volta das oito da noite estava a "inspeccionar" o dente, puxou e o dente soltou-se, para espanto do boneco que nem quer ver o dente e agora acha imensa piada dizer "sopinha de massas" porque assobia o ar a passar no espaço deixado pelo dente!
A fada dos dentes não vai passar por cá, mas no fim de semana pode ir ao Toys'R'Us escolher um brinquedo baratinho.

Mónica dos bés: não consigo entrar no teu blog. Bjs

Wednesday, May 09, 2007

Dente

Havia um dente que ainda há, mas que está preso por um fio.
O seu primeiro dente a cair que lhe faz aflição, ao ponto de ontem me telefonar para o trabalho a dizer que o dente estava a fazer dói dói.
Vai ficar desdentadito o meu boneco.
Estás a ficar crescido, meu amor.

Tuesday, May 08, 2007

EPA!

Quem começa a ler este post acha que estou a fazer publicidade a um determinado gelado de uma marca muito conhecida em Portugal. Desenganem-se. Não estão nem perto daquilo de que vou falar aliás, poderei até dizer que estão com o pensamento exactamente oposto.

Quando o boneco começou a aprender a usar a sanita, a palavra epa passou a fazer parte do vocabulário lá de casa...

Vi, algumas vezes situações que deixavam os pais bastante embaraçados porque os filhos começavam a gritar em lugares públicos que queriam cocó. Esta era uma situação que me fazia certa confusão e já me tinha imaginado várias vezes na pele desses pais.
Acho que hoje em dia, depois de ser mãe de duas crianças isso já não me incómoda tanto, mas antes fazia-me confusão. De tal modo que tentei ensinar ao meu filho que quando queria ou tinha cocó (que post mal cheiroso...) na fralda devia dizer que estava sujo, enquanto o xixi continuava a ser xixi.

Digamos que nunca “pegou” muito... mas ele também nunca pediu cocó. Inicialmente era tudo xixi, mas às vezes dava-me jeito saber o que era e andava a tentar resolver a situação de o ensinar a dizer que estava sujo.

Um belo dia, quando ele estava bem “perfumado”, fomos mudar-lhe a fralda, eu e o papá.
Ao abrir a fralda a quantidade era tanta que o papá exclamou bem alto “EPA!” e o boneco achou imensa piada. Ria-se e repetia “Epa”!

A partir daqui ele começou a associar que fralda suja era “Epa”, só que era a mesma situação de antes, se a fralda suja era “Epa” eu nunca sabia quando era xixi ou quando era algo mais.
Um belo dia ele apercebeu-se das nossas brincadeiras quando o “Epa” era mais mal cheiroso e faziamos caretas e começou um novo nome para cada coisa. O xixi passou a ser “Epa sanita” e o cocó passou para “Epa cheiroso”.
E assim se pouparam muitas situações embaraçosas, agora mais para quem está presente do que para nós que já temos outro “treino”.


Monday, May 07, 2007

XIXI…BENHO

É assim que andamos lá em casa.
Começou aos pouquinhos.
Primeiro na creche, talvez há um mês mas lá em casa fui adiando, reconheço que um pouco por preguiça minha, porque nunca dá jeito, porque o famoso tempo não chega, porque vamos sair, porque estou ocupada e com fraldas é muito mais limpo...enfim, há sempre uma desculpa.

Agora que o tempo parece ter melhorado, no dia 29 de Abril demos início oficial aos treinos para deixar as fraldas em casa também. Porquê esse dia? Porque algum tinha de ser e nesse dia eu levantei-me decidida a “deitar mãos à obra”.
Vesti-lhe uma cuecas todas bonitas do Pooh e ela estava toda orgulhosa, depois comecei com a lenga lenga “xixi casa de banho, não faz xixi nas cuecas, suja as cuecas, depois não há” ela repetia partes do “discurso”...

A experiência não correu muito bem com um pouco de xixi pelas pernas abaixo, corrida para a casa de banho, sentar na sanita alguns minutos e ela a dizer que não tinha, tirá-la da sanita e uns minutos depois mais um pouco de xixi pelas pernas abaixo e a correria e a repetição de tudo durante mais umas duas vezes até que fazia o xixi todo e o ficar aflita e a choramingar quando começou a perceber que estas cuecas não ficavam com o xixi como a fralda.

Depois, ainda no mesmo dia tivemos direito a um presente mais cheiroso (pfuuu!) na sanita!
Pediu “xixi...benho” e lá fui com ela e ficou sentada na sanita com o redutor durante muito tempo comigo sentada num banquinho junto dela e a ver um livro e lá fomos ficando. Quando começou a fazer deve-lhe ter feito confusão, porque olhou para mim aflita e quando lhe disse “não faz mal”, lá se descontraiu e ouviu-se algo a cair.
Fiz um grande sorriso (realmente as mães ficam contente com cada coisa!) e disse que ela era muito, muito linda e dei-lhe muitos beijinhos e abraços e ela toda contente.

Deixei-a na sanita mais uns minutos para ir ao meu quarto (mesmo ao lado da casa de banho) buscar outras cuecas e quando ia entrar na casa de banho ouvi o barulho de xixi, mas não entrei porque ouvi que ela estava a tentar controlar-se para não fazer, pois o som parava e achei que se entrasse ela não ia fazer mais. Deve ser algo estranho para ela, o sentir-se molhada.
Quando entrei voltei a dizer-lhe que era muito linda e a dar-lhe muitos beijinhos.
Nesse dia ainda tvemos direito a mais uns xixis elas pernas abaixo e a mais um pfuu na sanita!

Desde aí, que todos os dias, quando chega da creche anda lá em casa de cuecas. Se a for lembrando ela pede para ir, mas se estiver entretida a brincar não se lembra de pedir. A maioria dos incidentes agora acontecem quando eu estou ocupada e não lhe pergunto de 5 em 5 minutos se precisa de xixi ou quando vou com ela, mas não insisto para que fique lá sentada porque estou a cozinhar, por exemplo.

Ela vai repetindo “Xixi... benho, cueca... xuxa” e as coisas até estão a correr melhor do que eu estava à espera que do mano houve muito xixi e “pfuu” nas cuecas e no chão.

A parte má é que ela agora não quer usar fraldas e para ir à rua ainda tem de as usar, tal como para dormir e é uma luta para lhe por as fraldas, com ela a contorcer-se toda e a tentar fugir, parece uma enguia escorregadia!

Já lhe pus aquelas fraldas-cueca, mas como ela não é parva e tem imenso calor com as fraldas e fraldas-cueca, não gosta e também faz a mesma fita para as vestir.

Só espero que esta saga acabe depressa!


Ah, e usamos sanita com redutor porque ela, tal como o mano também usa(ra)m sanita pequenina na creche e em casa não querem bacio.


Friday, May 04, 2007

INTERLÚDIO MUSICAL




O lalão o Xuão (o balão do João)
Obe obe eu o á (Sobe, sobe pelo ar)
Á éiz a eiz (Está feliz, o petiz)
A lalalalolá (A cantarolar)
Ento xupá (Mas o vento a soprar)
Lalão ar (Leva o balão pelo ar)
Quica cão, o Xuão (Fica então, o João)
A cholamingá (A choramingar)






Bom fim de semana!




E feliz dia da mãe, em Portugal a 6 de Maio, em Macau a 13 de Maio.

Thursday, May 03, 2007

Amor da mamã

Amor da mamã
A mamã não é perfeita, muito pelo contrário.
Tem defeitos (muitos) e também muita falta de paciência, principalmente quando está cansada e quem acaba por aturar a mamã são vocês, especialmente tu.
O facto de seres um dos meninos mais lindos e bem comportados que conheço faz com que exija mais e mais de ti, cada vez mais, e muitas vezes esqueço-me dos teus 4 aninhos de inocência.

Com o nascimento da mana foste como que obrigado a crescer e, como sempre compreendeste o que te dizia, acedias quando te pedia para não fazeres barulho para a mana dormir que depois eu ficava contigo, acedias em ceder o brinquedo que tinhas na mão porque a adoras e não queres que ela chore, deixas que ela abra a porta quando tinhas de ser sempre tu a fazê-lo... e tantas, tantas coisas que agora não me lembro mas que fazem com que te adore muito.

Mas não fazem com que deixe de exigir que te vistas sozinho de manhã porque tenho de vestir a mana, que laves os dentes sozinhos, que te calces, que comas sozinho (e tu és tão preguiçoso a comer...) e tu muitas vezes o fazes, mas há outros dias em que também queres miminho, também és o meu bebé.

E a mamã, sempre com falta de tempo, de tal modo o digo que tu já me perguntas se tenho tempo... E eu não gosto de teres de me perguntar se tenho tempo porque para ti e para a mana eu devia ter sempre tempo, SEMPRE, meu amor.

A falta de tempo de manhã e ao final do dia...
Vendo bem é o único tempo que passo contigo e com a mana e ainda vos ralho
Tenho de mudar, sei que é o meu ponto fraco, mas fico facilmente irritada se vejo o tempo (sempre ele!) a passar e não estás despachado.
De manhã é o stress para ir para a escola, à noite para ir dormir...
E depois grito para que te despaches e implico porque calças as meias tortas e devia era ficar contente porque o fizeste...

A mamã tem estado a mudar, tens ensinado muitas coisas à mamã, ensinaste-me a ser mamã, a tua mamã, a que aos teus olhos é a mais bonita e que tu dizes que amas muito, mais e mais e a quem dás beijinhos sem ninguém pedir e pedes para fazer cócegas e tantas coisas boas.

A mamã que costuma acalmar o ambiente quando o papá se irrita contigo e tu vens procurar refúgio nos meus braços, mas não te refugias no papá quando a mamã se zanga contigo, ficas apenas a chorar. Pequenas diferenças que fazem com que essas lágrimas doam muito à mamã depois.

Estás crescido, estás lindo, estás refilão e teimoso (e tens a quem sair, igual à mamã...) e a mamã está a deixar de ter um bebé em casa para ter um menino e só precisa de um pouco mais de tempo para tentar encontrar mais paciência para gritar menos...
Amo-te muito!

Wednesday, May 02, 2007

Uma mana como esta...


Hoje o blogger bloqueou-me o acesso todo o dia, mas eu tinha de vir contar esta "cena" engraçada.


O boneco encontrou um amiguinho, ex-coleguinha de escola no restaurante e estiveram a brincar.

A mana adorou este coleguinha do mano e deve ter achado que era mais colega dela que dele, afinal ela chega-lhe ao ombro que o menino tem 4 anos feitos em Dezembro mas é um pouco baixinho.

Ela ria-se à gargalhada com ele, abraçava-o, metia-se com ele quando ele não lhe ligava..., enfim, uma festa!

Ao fim de algum tempo este menino volta-se para mim e diz: "Quero uma mana igual a esta!"

Claro que todos nos rimos imenso quando passei o recado à mãe.


(ele tem uma mana com sete anos e MEIO - foi ela que frisou o meio)

Monday, April 30, 2007

SER MAMÃ E ESTAR DOENTE É

Ir buscar a amorinha à creche, o boneco à piscina, tratar deles e deitá-los e ouvir o meu boneco dizer para eu dormir no quarto dele para ele poder ver se eu estava bem (costumamos ficar no quarto dele quando ele está doente) e ouvir a recomendação dele ao papá: “olha pela mamã”. Um doce!
Levantar às 3 da manhã com muito frio e 38ºC para dar leite à amorinha que só quer a “MÁMY”

Ir na manhã do dia seguinte à piscina fazer a inscrição para o mês seguinte, depois de tomar uns comprimidos para as dores e para a febre, e ir ao supermercado comprar iogurtes para eles que tinham acabado (e o papá não sabe escolher o que os filhotes gostam...)
Aproveitar a sesta deles para dormir com eles.
Ir ao hóquei com o boneco e a amorinha porque sozinha em casa com a amorinha ainda era pior... e o treino de hóquei demorar 1h30 em vez de 1h...
Encontrar uma colega de Portugal e depois nem me lembrar bem do assunto...

Domingo ir ao jardim com eles porque eles querem e, apesar de estar melhor, ainda me “arrastar”. Dormir a sesta com ela e ficar em casa à tarde por estar a chover.
E não ter escolhido a roupa que já não serve... Amanhã?
Bom feriado!

Friday, April 27, 2007

ROUPA



A previsão para o fim de semana...



Thursday, April 26, 2007

ESCOLAS


(Post para mim!)

Há dois anos, o meu boneco completava 3 anos e deixava a creche.

Assisti a várias apresentações de várias escolas, o “Open Day”, o dia em que a escola tenta atrair os pais a colocarem os seus filhos nessa escola, apresentando cada uma o que de melhor tem.

Há escolas bastante caras e têm de justificar o preço por terem bons professores ou por estarem a investir no melhoramento das instalações para que os alunos tenham melhores condições de estudo, ou... , ou...

A minha escolha recaiu sobre escolas inglesas, porque queria que ele aprendesse inglês e chinês, enquanto que o português aprendia em casa.
Não discuto se essa é ou não a melhor escolha mas para os seus 3 a 6 anos assim estava decidido e assim continua decidido.

Visitei a “School of the Nations” do Canadian College e não gostei muito das instalações nem da “pouca vontade” de nos “vender” a escola. Mandaram-nos entrar e visitar as instalações à nossa vontade e para perguntar algumas dúvidas foi preciso andar à procura de quem as esclarecesse.

Estive presente na sessão de apresentação da escola que tinha escolhido e que há muito planeava que ele fosse para lá, a “Sheung Kong Hui”. As instalações são boas, a educação em português e mandarim, alguns professores estrangeiros, equipamentos para miúdos pequenos, cantina, opção de ficarem mais tempo na escola se não o conseguisse ir buscar a horas, autocarro para o levar para casa, e outras coisas do género, todas positivas.
E o facto de no ano seguinte passar a ser subsidiada pelo governo e ser, por isso, mais acessível, contribuiu para que muitas pessoas estivessem presentes.

Também estive presente na apresentação da TIS, a funcionar num edifício emprestado da Universidade de Ciência e Tecnologia e a prometer melhores instalações, construídas de raiz para dois anos depois, com professores todos estrangeiros, mas a meu ver um pouco velhos, também com autocarro para os levar a casa, mas com o inconveniente de no primeiro ano (K1) as crianças apenas ficarem umas 3 horas na escola.

Fiquei-me por aqui e preenchi a inscrição para a selecção na Sheung Kong Hui.
No dia de selecção, os miúdos ficavam uns 10 numa sala com um dos pais e andavam por lá as professoras a tomar notas.
Tive a sensação de que os miúdos já estavam escolhidos e que as notas eram a indicação dos miúdos que deviam ser “melhor observados”. Nunca o confirmei, mas disseram-me depois que ali só se entra com o factor C, que eu não tinha e nem tinha pensado fazer falta.
Ao boneco perguntaram o nome e se ele falava chinês, mas envergonhado como é nunca abriu a boca “Entrou mudo e saiu calado”.
Resultado: não foi seleccionado.

Aqui tive de voltar a pensar para onde poderia ir e tinha duas escolhas:

O infantário português “D. José”, mas onde há demasiados feriados, os de Macau e os de Portugal em que eu trabalho e depois ele tinha de ficar em casa, além de me parecer que iria aprender pouco para o que ele me solicitava já na altura. Nunca confirmei esta parte até porque este infantário não tem um “Open day” e eu também não estava muito interessada.

A escola inglesa St. Anthonys que tinha (e tem) umas péssimas instalações, num primeiro andar de um edifício quase sem luz natural, bastante central e que fica a 5 minutos do meu trabalho. Para compensar a falta de ar livre os miúdos saiam todas as terças feiras, menos quando estava a chover ou frio, o que aconteceu a maioria das vezes. Tinha cantina e saíam, o mais tardar, até às 17:30. Foi a solução de recurso.

Quanto à Sheung Kong Hui ainda liguei para lá várias vezes para tentar falar com o director, para ver até que ponto era possível ele entrar ou ficar em lista de espera ou algo do género, mas o director estava sempre ocupado, ou não estava e ficavam de telefonar depois. Claro que nunca ninguém respondeu.

O ano lectivo passou, sempre com o boneco triste por não ter entrado para a outra escolinha e a promessa de o mudar de escola.

Nova tentativa da Sheung Kong Hui, desta vez com um pouco de factor C, mas era necessário que ele voltasse a repetir o K1, algo que recusei imediatamente, embora conheça quem tenha aceite.

A escolha acabou por recair sobre outra escola onde ele está feliz e onde vai continuar.

E, porque estou a escrever isto?
Porque hoje recebi um telefonema muito simpático da Sheung Kong Hui para levar o boneco na próxima quinta feira a uma entrevista com o director!
Fiquei inicialmente assustada porque apenas perguntou se eu era a mãe dele e que estava a falar da escola. Pensei logo que estava doente!
Depois o nome da escola não era a dele e quando ela disse o assunto fiquei mesmo baralhada.
Lá lhe expliquei que este ano não tinha inscrito o boneco e ela ficou silenciosa do outro lado da linha por uns segundos até que perguntou se ainda estava interessada em que o boneco fosse estudar para lá ao que eu tive o prazer de responder com um “redondo” NÃO!

Wednesday, April 25, 2007

25 ABRIL


Há datas que são importantes pelo significado, pela liberdade que nos trouxeram.
Gostava que um dia os meus filhotes percebessem a importância deste dia, do “meu” 25 de Abril, mas se eles continuarem por aqui quer-me parecer que será sempre mais um feriado que há em Portugal mas que não há em Macau (longe vão os tempos em que também era feriado aqui...)

Era pequena no 25 de Abril, ainda não tinha 4 anos e vivia longe das grandes cidades, no campo.
As imagens que tenho deste dia são ténues e confusas e nem tenho a certeza se são memórias minhas.
Há imagens que não tenho a certeza de ter visto, de ter vivido.
Há imagens que penso serem verdadeiras, outras que penso ser ilusão, sugestão.
Há coisas que ouvimos tantas vezes com descrições tão pormenorizadas que as começamos a imaginar e até parece que são nossas, que as vivemos mesmo.

Demasiado pequena no 25 de Abril, no fim de um processo complicado de luta pelo poder paternal entre o meu pai e a minha mãe, e já com tantas recordações mais ou menos dolorosas. Foi essa luta que me fez sair mais de casa, do meu canto, a casa da minha avó, numa fazenda.
Foi nessas saídas que me fui apercebendo das diferenças, que havia coisas que tinham mudado, demasiado pequena para perceber a sua importância.
Foi nessa altura que se deixou de bichanar lá em casa, que eu não era mandada falar mais baixo constantemente (e, quem me conhece sabe que tenho um tom de voz que se ouve em todo o lado mesmo a falar normalmente) e podia ir brincar à vontade pelos pinhais circundantes.

A imagem do menino a colocar o cravo no cano da espingarda guardo-a na memória há imensos anos, nem sei onde a vi e a música “Grândola, vila morena” leva-me imediatamente a pensar no 25 de Abril, a única revolução no mundo inteiro que teve a particularidade de começar com uma canção, foi esse o sinal para avançar.

Assisti(o) à luta dos habitantes de Hong Kong pelo direito ao sufrágio universal e não compreendo a taxa de abstenção que se verifica em Portugal. Um direito (entre tantos) adquiridos com o 25 de Abril, mas que me parece que as pessoas percebem cada vez menos.

Vejo a censura na China e dou imenso valor à liberdade de expressão que temos em Portugal (ok, a censura escondida também existe, mas é muito diferente do que existe na China).

Gostava de ter a capacidade de fazer com que os meus filhos dessem o devido valor à revolução dos cravos, mas sei que estou sozinha nessa luta que o próprio pai, chinês, não percebe...

Tuesday, April 24, 2007

HOJE

Hoje queria
Ter asas para voar
Poder sair por aí
Em liberdade
Voar, voar, voar
Até me cansar
Ver tudo lá de cima
De um prisma diferente
Um mundo distante
E tão presente
Mas visto de cima
Tudo é mais simples
Tudo é pequeno
Os problemas evaporam
Desaparecem
Face a tal imensidão
A minha solidão
Passa para outra dimensão
E o coração
Sente-se mais leve
Recordo quem me faz feliz
Recordo o que se diz
Sorrio para mim
Para ti, para o mundo
E encontro coragem para regressar
Para aterrar
Os dois pés firmes
Em terra
Pronta para enfrentar
Pronta para continuar a lutar.


NOTA: Escrito no final do ano de 2006 mas que podia ter sido escrito a semana passada...

Monday, April 23, 2007

DIAS

Dias com tempo, de brincadeira, com eles
Dias de passeio, de estar em família, com amigos
Dias de preguiça, de rir, de descansar, de não pensar
Dias em que o céu parece menos carregado
Em que os problemas são mais leves
Em que a distância atenua a dor
Em que a decisão tomada parece adequada
Em que a voz do outro lado do fio ri, com emoção, feliz (será?)
Um riso que me aquece a alma e me enche o coração
E me acalma esta preocupação
Este medo de não a estar a apoiar neste fase da vida
Que devia ser a mais descansada, a mais feliz, depois de uma vida cheia e sofrida.
Parece afinal, que nem tudo corre mal
E ela gosta ou parece gostar daquilo que tanto rejeitou e parece que o aceitou bem, muito melhor do que o previsto.
E que a dor da revolta e da rejeição não estão presentes
E eu só espero estar mesmo certa e que o que ouço seja mesmo verdade e não apenas uma ilusão.

Adenda: Faz hoje duas semanas que a minha avó começou a frequentar o Centro de Dia, algo que sempre rejeitou.

Friday, April 20, 2007

ETAPAS DA VIDA

Todos os dias há portas que se fecham, portas que se abrem, janelas que deixam entrar uma nova luz que nos guia e mostra o caminho a seguir; uma luz que por vezes é ténue, outras mais forte, uma luz diferente que nos leva a um caminho também ele diferente do que tínhamos imaginado, traçado, planeado ao longo de uma vida já preenchida.

Há etapas que se encerram, capítulos de uma vida, parte de um livro de memórias só nossas, que por vezes folheamos com nostalgia, algumas nunca partilhadas, nunca contadas, porque os tempos são outros, mas fomos educados de um determinado modo e há tantas coisas que não se dizem, que são tabu.

Há novas etapas, nunca antes sonhadas e até odiadas que começam, porque a vida assim o determina, assim o decide, porque alguém decide por nós, porque voltámos a ser dependentes de alguém tal como o fomos na infância, porque as nossas asas já não têm força e já não nos permitem voar sem ajuda; uma ajuda que não é a mesma da infância, mas que é uma ajuda e que pode ser bem ou mal recebida, vinda do coração ou por obrigação, sentimentos de dever, ou de amor.

Há passos que nunca imaginámos que um dia seriam os nossos, palavras que nunca imaginamos proferir, palavras que saem da nossa boca e que nos dão a sensação de alguém as ter posto lá, porque não fazem parte do nosso vocabulário, do nosso dicionário.
Há palavras que nos descansam ou nos atormentam, há palavras que fazem acreditar e sonhar e há outras que têm o dom de ferir e magoar. E há palavras que proferimos para que os outros acreditem que estamos bem, para os descansar... Palavras proferidas com alegria e com o reforço de que é verdade, de que gostamos mesmo, mas que quem nos conhece bem lê que o coração está magoado e que o gesto possível não foi assim tão bem escolhido e que talvez aquele passo tenha sido mal dado...

Porque há coisas que a vida nos ensina, há idades em que já não queremos saber e em que desistimos um pouco da vida a não ser que se encontre uma razão para continuar a (sobre)viver; porque sentimos a dor da rejeição, da traição de alguém que se ama para além da vida...; porque há quem tenha “as mãos” atadas, porque há distâncias que não permitem outra solução...

Porque há tantas dúvidas também de quem apoiou a sugestão, de quem a transmitiu e a pintou com cores lindas, com todas as cores do arco íris, mas que no fundo sabe que está a magoar alguém que também ama, mas que também não sabe como ajudar.

E, do outro lado de uma linha, de uma ligação que aproxima, que encurta distâncias a voz treme e o coração vacila...

Thursday, April 19, 2007

MEDOS

O meu boneco mal aprendeu a andar caiu na relva acabada de cortar. Estava de calções e picou-se nas pernitas. Ficou com um autêntico pavor à relva!
Para ir com ele ao jardim tinha de ter a certeza que não havia apenas relva, mas também betão.

A juntar ao medo pela relva havia o medo da areia que me impediu de ir à praia estes anos, ficámos sempre pela piscina. O medo da areia não tinha explicação, levei-o à praia ainda pequeno, com 7 meses, em Phuket, na Tailândia e molhámos os pés na água e andámos na areia e ele não gostou. Nem da água nem da areia.
O barulho das ondas assustou-o, a areia incomodou-o.
Repetimos uns meses mais tarde (Agosto), em Portugal, mais propriamente em Vilamoura e a reacção foi a mesma, pelo que decidimos não insistir.

O papá ia com ele à piscina em Macau e, na Tailândia, ficávamos pela piscina e uns passeios pela “marginal”. Uma tentativa de ir à praia e dele ficar nas cadeiras que se alugam, bem longe do mar resultou apenas em muito choro, uma tentativa de suborno minha em que me oferecia para lhe comprar uns brinquedos para ele ficar na praia, mas que também não resultou. Desisti de vez!

Entretanto, o medo da relva passou mais cedo que o medo da areia.
Aos poucos começou a pisar a relva em casa do meu pai, muito a medo.
Depois de cair na relva, que não tinha sido acabada de cortar, e verificar que não picava as idas ao jardim passaram a ser muito mais animadas e ele tinha mais espaço por onde correr.

Foi também a brincar no jardim que, aos poucos, começou a perder o medo da areia.
Começou a andar na areia, algo que durante muitos anos foi missão impossível e a brincar com a areia, embora ele ficasse em “sítio seguro”, em cima do betão a brincar na areia com as pás e baldes da praia.
De cima do betão passou para a areia, mas nunca gostou muito de se sujar e passava o tempo a pedir para limpar as mãos. Não o consegui convencer a ir à praia, afinal a areia agarra-se aos pés...

No passado domingo, um dia espectacular em Macau com 30 º C de temperatura ele pediu para ir brincar no jardim, com a areia e levou baldes e pás da praia.
No jardim ficava frustrado porque a areia demasiado seca não dava para fazer as formas que ele imaginou na cabeça dele. O papá sugeriu ir à praia, do outro lado da rua, mesmo em frente ao jardim e ele inicialmente recusou.
Continuou a brincar e a mana sempre à volta dele, a imitá-lo.
Mais uma forma que não se aguentou e mais uma sugestão de ir à praia ele aceitou e lá fomos.
Ficámos longe, o mais longe possível do mar e ele esteve a brincar na areia. Foi a primeira vez, desde que nasceu, que foi à praia e ficou lá.
O papá ajudou à brincadeira indo buscar água para ele conseguir fazer os buracos e os bonecos que queria.
A mana também quis água e também escavou a areia sem qualquer medo e ainda foi atrás do papá em direcção à água para lhe pedir água também para ela.
Ficámos uma hora na praia, eles a brincar e eu a tirar fotos, afinal pode-se considerar que, finalmente, o medo da areia foi vencido!

O medo do barulho das ondas continua, mas esse demorará mais algum tempo a passar.
Sem pressas e sem pressão chegamos lá!

Parabéns boneco por mais este passo.
Amo-te muito!

Wednesday, April 18, 2007

INDEPENDÊNCIA

Ao longo da vida damos muitos passos que nos vão tornando independentes.
Há muitas ligações que vão sendo cortadas, que nos deixam voar, primeiro muito baixinho e, aos poucos, cada vez mais alto.

Depois de observar o boneco a andar de bicicleta há um mês que o ando a convencer (e ao papá) que pode andar sem as rodas laterais de apoio. Nem um nem outro acreditavam muito em mim.
No domingo de manhã, ao sair para o jardim, convenci o boneco a aceitar que o papá tirasse as rodas de apoio e a seguir convenci o papá a tirá-las e a levar a chave e as rodas se se verificasse que o boneco precisava mesmo delas....

À saída para o jardim o boneco começou a ficar aflito porque não se equilibrava na bicicleta sem rodas e teve de levar a bicicleta pela mão até ao carro.
Chegados ao jardim, o papá segurou-o e ele lá se ia equilibrando muito a medo.
O papá foi largando aos poucos, ficando sempre por perto para amparar uma eventual queda que não chegou a acontecer.
Aliás, só houve uma queda e essa teria acontecido com ou sem rodas de apoio e deveu-se a uma distracção do boneco que acabou por enfiar a roda da frente da bicicleta numa caleira (eu diria uma pequena vala) e se estatelou no chão com direito a uma arranhadela no joelho.

Ao fim de uns minutos com o papá a ampará-lo, já ele pedalava todo orgulhoso de si mesmo por não ter rodas de apoio e o papá pode relaxar um pouco e deixar de correr atrás dele. Ficámos umas 2 horas no jardim, com ele sempre a andar às voltas de bicicleta e com a mana que queria ir atrás dele e parecia uma barata tonta porque no triciclo ela ainda não pedala, é preciso eu empurrá-la e depois a pé, quando ela dava 3 passos para a esquerda já o mano tinha dado uma grande volta e aparecia da direita.

O meu menino ficou todo orgulhoso do seu feito e à tarde, enquanto a mana dormia a sesta, o papá teve de voltar a ir com ele novamente ao jardim para ele andar de bicicleta sem rodas de apoio!

Como cresce o meu menino!


E a minha menina hoje tem 1 ano, 11 meses e 1 dia! Tantos 1!!!

Tuesday, April 17, 2007

Monday, April 16, 2007

EM CONSTRUÇÃO

Página em construção, voltamos dentro de momentos. Pedimos desculpa pelo incómodo...
Bem, no caso deveria ser Macau em construção, numa expansão descontrolada e desmesurada, diria mesmo, de doidos, onde os casinos nascem por todo o lado, como se fossem ervas daninhas que ninguém consegue arrancar e que passam por cima de tudo e de todos.

Tenho a sensação que a cada dia surge um novo casino numa qualquer esquina e até os casinos antigos foram aperaltados para parecerem novos e transformam-se prédios inteiros através de pinturas e luzes de neon.

Já nem reclamo do barulho que as obras fazem porque esse (barulho), incómodo ou não, suportável ou insuportável, acaba por não nos afectar tanto a vida (embora às vezes nem sequer consiga ouvir o que estou a pensar e falar com outra pessoa exija caneta e papel porque nem aos berros conseguimos superar o volume da maquinaria, bate-estacas, berbequins, plainas, e afins).

Agora quando as obras afectam o trânsito e este afecta a vida de cada um (ou no caso, a minha vida, que os nossos problemas são nossos e por isso sempre piores que os dos outros!) aí eu fico uma fera, aliás, uma fera encurralada que não tem sequer hipótese de andar às voltas porque não há espaço.

Macau deve ser o único lugar no mundo onde, para se fazer umas pequenas obras, se fecha quase completamente a rua (quando não se fecha mesmo!) sem se importar se isso afecta ou não a população. E, apesar de ser o sítio onde eu acredito que o ritmo de construção seja dos mais rápidos do mundo, em termos de estradas isso diminui drasticamente (e aqui ocorre-me perguntar, será por ser o governo?).

Numa obra de embelezamento (acho eu porque ainda não percebi o que estão a fazer!) no centro da rotunda conjugadas com a colocação de cabos de electricidade na circular exterior da rotunda transformam 3 faixas, numa, uma com todas as complicações no trânsito que se adivinham e mais algumas e se acrescentarmos um acidente (hoje não tinha...) então temos a cereja no topo do bolo!

Esta rotunda faz parte da minha rotina diária, e não tenho modo de “escapar” dado ser a única saída da escola do boneco, saída para uma estrada de 3 faixas, mais a faixa interna de saída, o que faz com que possamos contar 4 faixas mas que devido às obras de colocação de cabos eléctricos transformam-se numa, sim numa faixa de rodagem!!!

Resumindo, para percorrer uns míseros metros demorei mais de 10 minutos, perdida entre os muitos camiões das obras que têm de passar primeiro e, porque eles até são um bocadinho mais fortes (só um bocadinho...), passam mesmo.

A história volta a repetir-se noutro local da cidade onde a entrada e saída de camiões da obra, obra que já transformou uma circular exterior com duas faixas de rodagem teoricamente rápidas e para descongestionar o trânsito do centro da cidade numa faixa um pouco mal sinalizada, se faz sem a presença (eu presumo que devia ser obrigatória, se é que não o é mesmo) da polícia, o que além de provocar mais problemas de trânsito é bastante perigoso e as consequências mais uma vez seriam para os pequenos automóveis pois os camiões não devem sofrer muito num embate destes.

E eu que queria escrever tanta coisa aqui hoje, mas mais de meia hora no trânsito, que transformou um percurso de meia hora em mais de uma hora (sei que estou muito mal habituada, mas por onde ando não costuma haver trânsito nenhum!) deixou-me de tal modo irritada e fez-me chegar atrasada quase 15 minutos e a parte pior é saber que a situação se volta a repetir amanhã e depois sexta-feira fico no trabalho a compensar tanto atraso!!!

Friday, April 13, 2007

Mudança

A mudança tem estado a ser planeada e hoje finalmente decidi-me.

A quem nos segue peço desculpa pelo incómodo.

Bom fim de semana!

Thursday, April 12, 2007

TUDO BEM


Está tudo bem...

O boneco foi à escola, está quase a 100 %, só falta um bocadinho de energia

A mana dormiu um pouco melhor, só um pouco mesmo, mas anda com a ansiedade da separação no ponto máximo e chama "mámy" mesmo a dormir e tenho de lhe responder senão chora.

A mamã está cansada e com falta de paciência para o trabalho, os colegas, sei lá... acontece a todos. Amanhã é sexta e já deve ter passado que o fim de semana faz milagres.
Deve ser o acumular da tensão que agora relaxou e deixou-me sem energias...

Wednesday, April 11, 2007

SEPARADOS

Eu e o papá
Os culpados: os filhos!
Mas não se assustem, isto porque com os dois doentes temos mesmo que nos dividir.
O papá tem ficado a dormir no sofá cama que está no quarto do boneco (e que vai dar lugar à cama para a amorinha...) e eu tenho continuado no nosso quarto onde a amorinha ainda está (e de onde só vai sair quando casar eh eh eh – brincadeira, vai mudar no Verão, depois das férias em Portugal).

O boneco inicialmente não aceitou muito bem esta troca, porque costumava ser eu a ficar com ele e porque é muito “menino da mamã”
Ainda tentei ficar com ele e o papá ficar com a mana, mas parece que ela sabia o que se estava a passar e mal eu me deitava no quarto do boneco ela chorava e chamava “mámy!”.
Ia até lá, acalmava-a, deitava-a e esperava que adormecesse para que tudo se voltasse a repetir.
Ao fim de umas 3 ou 4 repetições expliquei ao boneco que eu tinha de ficar com a mana senão ninguém dormia naquela casa e ele lá aceitou embora tenha refilado que o papá ficava com a mana, que ele estava doente, que queria que ficasse eu, mas depois de lhe explicar e explicar e voltar a explicar lá aceitou.

E desde aí que eu e o papá nos separamos quando eles estão doentes.
E o papá lá dorme (?) no sofá cama, que por acaso é bastante desconfortável e eu durmo (?) na nossa cama. Se ele não dorme por causa do desconforto e de verificar se a febre sobe ou se o boneco está bem, eu não durmo (se não for porque a amorinha não deixa) porque estou preocupada se o boneco tem febre e tenho o intercomunicador ligado para estar sempre alerta se é preciso alguma coisa.

Hoje estou a trabalhar, o boneco está em casa (desta vez fui eu que pedi ao médico só 2 dias de atestado porque só tenho 15 dias por ano para os dois e não quero gastar muitos logo no início do ano e em Abril já tenho 4 dias do boneco, restam 11), ainda teve febre de noite, mas não voltou mais (e espero que não volte mesmo).

Já a amorinha teve uma noite em que não dormiu uma hora seguida, sempre a chorar “dô-dôi”, “cão - ôu” (calor) e “denti”. A ajudar está com diarreia e com muito, muito ranho. E eu a fazer figas que não seja ela a ficar mais doente.

Obrigada pelos miminhos deixados.

Tuesday, April 10, 2007

DOENTE


É tão engraçado?

Estar a olhar para o lado

Estar preocupada com um

Dar-lhe mais atenção

E, de repente, pum!

Parece que rebentou um balão

E é o outro que não está bem

Que fica doente

Tem febre, está quente

E eu não sei o que tem

Da escola telefonaram

A febre alta e o sono atacaram

E corremos para o ir buscar

Surpresos com o que se está a passar

Levei-o ao hospital

E até nem correu mal

Mais de uma hora de espera

Em que ele desespera

Um médico preocupado

Que o examina com cuidado

Medicamentos para tomar

E em casa descansar

À tarde melhorou

A febre não regressou

Os vómitos também não

E até comeu uma refeição

Hora de dormir

E tudo recomeçou

A febre a subir

E o vómito também voltou

E ao meu coração

Voltou a preocupação

Um boneco a gemer

Uma amorinha a chorar

Ambos sem comer

E eu a desesperar...

Monday, April 09, 2007

DA PÁSCOA


Não sei porquê, mas o meu boneco andava a pedir para ir jantar for a há algum tempo.
Costumamos almoçar fora em alguns fins de semana, principalmente ao domingo, mas ele queria ir “comer lá fora à noite”

Promessa feita, na quinta feira fomos jantar fora, não onde tinha planeado que estava tudo cheio, mas num restaurante italiano para comer massa (tortelini com molho de cogumelos) e arroz de cogumelos (risoto al funghi) com saltimboca, os preferidos do bonec, afinal a saída deveu-se a ele.

A mana esteve todo o dia muito “chocha” e só saímos mesmo para ir jantar. Tinha recusado o almoço e recusou uma bela sopa de abóbora que o mano e o papá comeram.
Durante o jantar achei-a um pouco quente. O papá achou que era impressão minha. Brincou e esteve bem disposta o tempo todo...

Em casa verifiquei que realmente tinha febre, 37.8 e estava rabugenta, sempre de dedo enfiado na boca. Antes de a deitar já estava com 38 e decidi que um Benuron ia acalmar a febre e as dores. Mesmo assim a noite não foi boa e fartou-se de choramingar...
Sexta-feira de manhã não tinha febre e ainda fomos ao jardim e ela estava bem disposta. Ficou a brincar com o papá e o mano enquanto fui ao supermercado e quando voltei de saco na mão fui recebida com imensa alegria e foi-me buscar pela mão para me levar para junto de um brinquedo que balouça (e que eu não sei o nome...). Voltou a não comer todo o dia e à noite voltou a febre e o choro.

Sábado em casa sempre rabugenta, sem comer e com um pouco de febre que subia à noite... O mano foi passear com o papá e foi ao MacDonald (uma festa, que aqui a mamã não costuma deixar comer “porcarias” e ele antes nem gostava!!!). A febre deu um pouco de tréguas e a noite melhorou um pouco. De tanto lhe perguntar se era o dente ela começou a queixar-se do “denti” quando tinha mais dores. Não me deixava ver...

Domingo ela dormiu até às 10:30 pela primeira vez na vida dela, provavelmente e depois de acordar umas 1,320 vezes de noite... O mano acordou perto das nove, o que também não foi mau. Apesar de não comer muito já petiscou um pouco da massa chinesa do almoço e umas batatas fritas de pacote, o que para mim foi uma festa e nem quero saber se eram “porcarias” ou não...

Acordou tão tarde que dormir a sesta foi mesmo para esquecer e como estava tão bem disposta fomos ao jardim e andámos a jogar à bola (ela adora!). Ainda passeámos um pouco num outro jardim à beira mar (rio? das Pérolas, estuário...), mas notava-se que ela estava cansada e a acusar a falta da sesta. De regresso a casa, o banho e umas colherinhas de canja, mais o “molho” que a massa mas já me dei por satisfeita.


A febre não marcou presença e eu consegui ver o “maldito” dente finalmente enquanto ela se ria de umas palhaçadas que eu fazia (vale tudo para ver o dente!). É o segundo molar inferior esquerdo e ainda está menos de metade de fora.

A noite foi simplesmente horrível com ela a dormir bem umas 3 horas (a sesta que não tinha dormido...) e depois a acordar e a chorar a gritar “denti”, só voltando a adormecer lá para as 4 da manhã.

Claro que para acordar para ir para a creche foi complicado e nós também adormecemos e o meu boneco chegou atrasado à escola...

E, só para chatear o tempo frio e nublado dos feriados foi embora e hoje amanheceu com um lindo sol!!!

Wednesday, April 04, 2007

Boa Páscoa!

Amanhã é feriado de Cheng Ming, depois é feriado de Sexta-feira santa e depois é fim de semana!
Boa Páscoa!



Feriado chinês: Cheng Ming ou dia de finados, que tem sempre lugar no 106° dia após o solstício de Inverno.

É um dia em que toda a família se desloca junto das campas dos seus antepassados, limpando-as, pondo-lhes flores novas e três taças de vinho em frente.

Queimam-se pivetes de incenso e objectos variados feitos em papel, na crença de que os antepassados os receberão no além; objectos tão variados como, carros, dinheiro, jogos de mahjong e até telemóveis são consumidos pelas chamas.

As famílias oferecem também de uma forma simbólica pratos de leitão assado e de frutas aos antepassados.

O dia acaba tradicionalmente com uma refeição íntima em família.


Resumindo, é como o nosso dia de finados.

Tuesday, April 03, 2007

DO FIM DE SEMANA

Que começou na sexta feira com um jantar em casa de amigos que moram próximo mas que neste pequeno grande Macau nunca encontramos...
Eu, o boneco e a amorinha fomos a pé (era mesmo perto) com o boneco a dizer que queria ficar em casa...
Fomos e ele aprendeu a voar mais um bocadinho...


Ao chegar as bebidas oferecidas e o boneco queria sumo que não havia.
Supermercado no rés do chão, era só descer.
Boneco muito calado, o “homem da casa” a convidá-lo para ir com ele ao supermercado escolher o sumo, ele agarrado “às minhas saias”, a minha insistência para que fosse, a relutância dele, o olhar aflito nos olhos.
Expliquei que o supermercado era só descer no elevador, sair do prédio e entrar na porta ao lado, no supermercado, muito perto. A mamã e a mana ficavam ali à espera dele e o nosso amigo não o levava a mais lado nenhum, era só para ele escolher o sumo.
Concordou, sem falar e saiu com ele.
Mal a a porta se fecha a campainha toca e pensei que ele tinha desistido. Afinal foi o nosso amigo que se esqueceu da carteira. E lá foram. E eu senti que ele deu um passo importante, mais um para as suas asas ganharem força.

Chegaram do supermercado uns minutos depois, o nosso amigo pôs uma pequena garrafa de chá na mesa de café e o meu boneco aflito queria que ele pusesse também a outra. Não percebemos a aflição dele e tentei por o chá no copo mas ele não queria, só perguntava pela outra garrafa, até que irritado e já quase a chorar diz: “a outra garrafa era para a mana!...” E lá lhe foi entregue a garrafa da mana! Lindo o meu boneco!

Monday, April 02, 2007

CONVERSAS DELE

Hoje de manhã a mana estava pronta e, como sempre, foi a correr para o quarto do mano e eu estava no corredor a ouvi-la:
“Mano, shonho (sono)”
Vou lá e o mano pergunta: “Mamã, hoje estou em holidays?”
“Sim, meu amor” respondo-lhe
“Então, podemos ir a Portugal?” pergunta ele
“Não, fofinho, só vamos no Verão”
“Mas eu queria ir agora!”
“Amor, é muito longe e muito caro e a mama nao tem dinheiro e nem ferias”
“Mas eu queria ir…”continua ele de cara triste “poemos ir à Tailândia?”
“Amor, a mama não tem ferias”
E assim, o deixei em casa de cara triste por não ir de ferias…